O almoço transcorria em um ritmo agradável, mas Rafael não podia deixar de perceber a inquietação em Clara. Embora ela tentasse disfarçar, seus olhos vagavam pela mesa, e ela brincava distraidamente com o garfo. Rafael se recostou na cadeira, cruzando os braços enquanto a observava. “Clara,” ele começou, chamando sua atenção, “você pode voltar a ser minha assistente, se quiser.” Ela parou, surpresa, e por um momento uma centelha de animação surgiu em seu olhar. “Sério?” Rafael assentiu. “Sim. Sempre fui exigente com meus assistentes, mas você já provou ser mais que capaz.” Clara esboçou um sorriso e balançou a cabeça afirmativamente, mas ele podia ver que aquilo não era o suficiente para deixá-la realmente animada. O brilho em seus olhos não durou muito, e a expressão contemplativa ret

