Clara observou a psiquiatra sair, a mente ainda fervilhando com os pensamentos sobre Rafael. Com um último olhar para o escritório, decidiu que era hora de ver como ele estava. Ao entrar, encontrou Rafael em pé, pensativo, olhando pela janela, como se estivesse tentando decifrar o que havia além da escuridão. “Oi, Rafael,” ela disse, tentando soar casual. “Você gostaria de jantar?” Ele virou-se lentamente, sua expressão inexpressiva. “Gostaria de tomar um banho primeiro,” respondeu, a voz fria como sempre. “Claro,” Clara disse, um pouco aliviada. Era um passo pequeno, mas ainda assim um avanço. Ela sabia que a rotina poderia fazer maravilhas na recuperação dele. “Vou te ajudar.” Enquanto o guiava pelo corredor, Clara não pôde deixar de se perguntar se a expectativa de um banho estava,

