Depois que me despedi de Luiz, fui ao encontro de minha família, maravilhada com o lindo presente que ganhei, mas com o coração pela metade, sim pela metade, o Luiz ficou com a outa parte.
Lucio é um b****a, mas ele não gosta de me ver triste e ficou a viagem inteira tentando me animar, ou seja, me azucrinou a viagem inteira. Até que foi divertido, me fez esquecer um pouco da dor.
Tinha poucas pessoas no ônibus, então pudemos escolher o banco que quiséssemos, eu e o Lucio fomos para o último banco, estávamos um zoando o outro como sempre fazíamos, eu brigo, brigo com ele, mas ele mora em meu coração. Sei que não há maldade, ou nenhuma segunda intenção, como todos imaginam que tem, ele só é super protetor, me considera sua irmã mais nova, e acha que tem que me defender de tudo, sei que as pessoas sempre pensa o pior vendo como ele me protege, mas eu não estou nem ai, amo esse b****a, e daria minha vida pela de . Ele é meu irmão mais velho pé no saco (risos)
Estávamos contando piadas de pontinho, quando ouvimos um barulho, olhamos para trás e tinha 2 malas rolando na pista, estava escuro, não tinha como ver direito, mas na mesma hora começamos avisar o motorista,
Lucio – Moto caíram 2 malas
Motorista – Vai dormir e me deixa trabalhar em paz
Ana – É verdade moto, caiu 2 malas.
Mas como somos dois idiotas rindo sem parar da desgraça alheia, é claro que o motorista nem deu bola pra nós. E adivinha de quem eram as malas que rolaram pista a fora...
Exatamente o que pensou, a nossa mala.
Quando chegamos na Rodoviária de Governador Valadares, um carro encosta ao lado do ônibus e entrega as duas malas ao motorista que ficou sem graça na hora, e nos olha com cara de m***a e pois sabia que tinha feito m***a em não acreditar em nós, mas não o culpo, eram dois adolescente tontos que estava avisando, qual era a chance de ser uma pegadinha? Convenhamos que tinha 50% de cada opção (risos), mas é claro, não perdemos a oportunidade de alfinetar ele:
Lucio - Nós avisamos moto.
Ana – Mas você não quis nos ouvir. – e claro caímos na risada.
Mas o riso acabou na hora que olhei direito pra Mala, cutuquei o Lucio, e mostrei com a cabeça as malas.
Ana – Lucio é a nossa mala! – perguntei, mas na certeza de que era nossas malas, no mesmo momento ele olha com cara de ué pra mim e começa rir do nada - ta doido menino?!
Lucio – Pensa Aninha, nós dois b***a rindo, zoando dos caras das malas perdidas, e era nossa (risos), como a gente é tonto – caímos na gargalhada
Ana – Melhor rir do que chorar, mas você não bate bem das ideias mesmo – dou aquela gargalhada gostosa com ele.
Lucio – Gosto de te ver assim, sorrindo
Olho pra ele com olha de cumplicidade, e agradeço o esforço dele ao me distrair.
Ana – Obrigada por ser meu irmãozão, mas bem que poderia dar uns descontos de vez em quando, você não deu brecha pro coitado do Luiz.
Luiz – Como se ele tivesse ligado, grudou em você igual carrapato, tu gostou mesmo daquele b****a boizinho.
Ana – Você nem imagina o quanto meu lindo – nesse momento escutamos os gritos da vó Luiza e corremos ao lado dela.
A nossa vó ficou uma fera, brigou com o motorista, com o cara que tirava a bagagem e com o representante da empresa de ônibus, exigindo reembolso, pois a nossa mala estava toda rasgada, eu e Lucio ficamos de canto só rindo das caras de m***a que eles davam pra vó, imaginando o quanto estavam xingando a vovó mentalmente (risos) e ela estava ficando mais vermelha a cada minuto.
Ana – Lucio vai lá, a vovó está a ponto de explodir.
Lucio – O tio está indo, olha lá.
Por fim, tio José interveio, não tivemos reembolso, mas voltamos felizes e rindo da situação.
A viagem de Governador Valadares até São Paulo era muito longa, muitas horas dentro do ônibus. Vovó me fez sentar ao lado dela, pois disse que eu e o Lucio juntos, era bagunça na certa, e as pessoas queriam descansar e não ficar ouvindo dois adolescentes idiotas (risos), ela é uma fofa tentou me dar coisas para comer, mas por mais que a cena das malas foi engraçada, ainda estava de coração partido, ainda doía muito deixar Luiz pra trás. Vovó me olha com carinho e me diz:
Vó Luiza – Você precisa comer princesa da vó
Ana - Eu sei vovó, mas não estou com fome
Vó Luiza – Nem a rosca que tia Maria fez?
Ana – Não vovó, muito obrigada, mais tarde eu como – falei pra deixá-la mais tranquila
Vó Luiza - Fica tranquila minha pequena, esse foi só o primeiro amor, com a vida terá muitos outros, assim como muitas desilusões também. – Não sei onde ela queria chegar, mas não estava ajudando, se essa era a intenção dela, não está dando certo, eu olhei meio perdida para ela, e ela continuava falando - mas não pode se entregar assim, tem que ser forte, pois a cada derrota é uma prova de que é ser humano e está aqui para aprender. Sabe meu anjo a vida é como uma montanha russa, ela sobe e desce, mas continua sem para, quando ela está lá no alto é quando tudo vai bem em nossa vida, mas do nada ela desce, é quando tudo parece desmoronar, mas precisamos encontrar a força dento de nós e aguardar ela subir, pois quando ela subir novamente, você terá certeza que é forte o suficiente para vencer na vida, e não é qualquer decidinha que te abala.
Ana – Que lindo vovó, muito obrigada pelas palavras – falo emocionada
Vó Luiza - Por mais que seu coraçãozinho doa, logo ele se restaura, você é nova, tem muito o que viver ainda, logo você preenche com outro amor.
Ana – Talvez sim vovó, mas não quero pensar nisso, por em quanto quero sentir o amor de Luiz mesmo, deixa o futuro para amanhã.
Vó Luiza – Sabias palavras meu anjo, agora deita aqui na vovó e descansa um pouco.
Deitei no colo dela, não falei mais nada para ela, apenas olhei com meus olhos marejados do choro que segurava.
Eu estava indo pra casa, mas meu coração ficava em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais – Sardoá.
Sentirei saudades de todos, fiz muitas amizades e um grande amor!
Realmente essas férias foi inesquecível, será guardada no fundinho do meu coração para sempre.
Depois de algumas horas...
Chegamos em Jundiaí, papai nos esperava na rodoviária, na hora que o vi, sai correndo igual uma criancinha boba. Podem me julgar, mas não estou nem ai, estava morrendo de saudade da minha família.
Pai – O meu amor, que saudades
Ana – Nem me fala pai, estava morrendo de saudades desse abraço de urso!!!!! Cadê a mamãe e o Biel?
Pai – Mamãe ficou fazendo almoço, e o Biel ficou preparando um presente pra você, mas não fala que te contei.
Ana – fofoqueiro – e demos gargalhada
O papai abraçou todos e fomos todos pra casa, mamãe estava preparando um banquete. Quando pisei o pé em casa já escuto uns pezinhos correndo a minha direção, só do tempo de agachar para sentir o pulo que ele dá, para que eu o agarre em um abraço gostoso.
Biel – Tatá, eu estava com saudades – ele fala de um jeito todo enrolado, lindo de mais gente
Ana – O meu amorzinho, a tatá estava morrendo de saudades também – eu cochicho no ouvido dele – trouxe presente pra você! – nesse momento Biel olha pra mim com seus olhinhos azuis brilhando de felicidade e curiosidade.
Biel – Cadê, eu quero ver – ele fala ansioso
Eu me levanto e vou ate minha bolsa toda rasgada, neste momento mamãe entra na sala
Mãe – O que houve com sua mala Ana Liz – pergunta assustada – eu paro pra olhar pra ela.
Ana – Oi Ana Liz, senti saudades de você minha filha maravilhosa, linda, perfeita – falo dando risada, nesse momento ela me abraça apertado
Mãe – para de drama, você sabe que eu estava morrendo de saudades, e louca pra te abraçar, eu te amo rebelde da mãe
Ana – Rebelde eu – falo fingindo estar magoada – eu sou um anjo mamãe, não ta vendo minha auréola – faço círculos em cima de minha cabeça
Lucio – Nem faz ideia do quanto é um anjo tia – diz com ironia, e eu olho f**o pra ele, que da de ombros e sai pra cozinha rindo
Pai – O que Lucio quis dizer com isso Ana? – claro que eu desconverso
Ana – Sei lá pai, ele é doido, deixa eu procurar seu presente aqui
Mãe – e essa mala, o que houve
Vó Luzia – Caio do ônibus acredita, caiu a da Ana e a do Lucio
Mãe – Meu Deus que irresponsabilidade – diz com uma mão no rosto, mostrando o quanto estava indignada
Ana – Achei aqui gatinho, olha o que a tata comprou para você – Biel sai correndo em direção ao presente, comprei um carrinho de boi, que quando roda a chavinha ele sai andando falando muuuuuuu, Biel amou.
Biel – Que lindo tata, eu amei – ele diz correndo com seu presente para o quarto
Ana – Esse é pra você mamãe e pra você papai.
Mãe – obrigada meu anjo, mas sabe que não precisava né, vem ca me abraçar, estava morrendo de saudades, nesse momento ela vê meu colar – E essa gargantilha aqui – eu disfarço e invento uma desculpa.
Ana – estou sentindo cheiro de queimado
Mãe – ai meu Deus o arroz, e sai correndo pra cozinha
Pai vem pro meu lado meio desconfiado, pois percebeu que fugi de algumas perguntas, mas não estava preparada para assumir que não sou mais a menininha inocente dele.
Pai – Obrigado pelo presente minha princesa, mas me diz, qual a história deste colas?
Ana – Ganhei de um amigo que fiz em na cidade, ele me deu para não esquecer das férias que passei lá – meu pai olho com cara f**a, pois morria de ciúmes de mim, gente qual problema dos homens da minha família.
Pai – Da cidade ou dele?
Ana – sei lá pai, to cansada preciso de um banho – saiu de fininho, e ele fica me olhando com cara de desconfiado, mamãe grita da cozinha.
Mãe - Não demora, pois o almoço está quase pronto.
Corro pro meu quarto, ai que saudades das minhas coisas.
Pego uma roupa fresquinha, pois estava muito calor hoje, entro no chuveiro e lavo até os cabelos, saiu enrolada na toalha depois de alguns minutos e Lucio está no meu quarto.
Ana – Ai que susto menino – falo com a mão no coração.
Lucio – ai desculpa, vai por sua roupa no banheiro
Ana – sai do meu quarto, o banheiro é apertado, vai logo seu mala – e empurro ele porta fora
Lucio – Preciso falar com você, vai logo – depois de alguns minutos falo pra ele entrar
Ana – entra traste – a gente tem esses apelidos carinhoso (risos)
Lucio – o tio está me perguntando do seu comportamento lá, quanto vai me pagar pra não dizer que estava de namorico – faz cara de nojo, e eu de raiva.
Ana – Não vou te pagar nada, seu babaca
Lucio – O tiooooooo – ele fala baixinho
Ana – cala a sua boca grande, se contar sobre o Luiz, eu conto sobre a ervinha que achei escondido na sua gaveta – faço cara de “te peguei”, ele fecha os olhos com a cara de m*l que só ele sabe fazer.
Lucio – quando mexeu nas minhas coisas? – diz bravo, mas esparramado na minha cama.
Ana – Foi um dia que a sua mãe pediu pra pegar uma camiseta sua, pro meu pai usar, ele estava arrumando a pia da cozinha, se não me engano, e tinha molhado a dele. Aí fiz o favor de esconder melhor, se a tia visse ia ter um treco, seu irresponsável – falo com olhar de repreensão pra ele - precisa melhorar seus esconderijos e tomar vergonha nessa sua cara p***a.
Lucio é um menino meigo, doce, amoroso, carinhoso com algumas pessoas da família, como comigo e meus pai por exemplo, meu pai é padrinho dele, então o respeito é maior, assim como com a vó Luiza e sua mãe Maryan. Mas com outras pessoas ele é completamente o oposto, sempre m*l humorado, resmungão, respondão, malcriado mesmo kkkkkk
Lucio é moreno escuro, porte forte (bombadinho), ele tem olhos pretos e pequenos, gosta de roupas mais largar, uma mistura do Reggae e Rapper. Mas o bicho fica bonito, ele te um sorriso malandro que encanta a mulherada. A praga é bonito mesmo, mas eu não sou como ele, não tenho ciúmes, quero mais que arrume logo uma namorada pra sair do meu pé.
Ana – Pula da minha cama, vamos almoçar antes que a mãe venha nos buscar.
Descemos para cozinha e todos já estavam nos esperando, mamãe fez lasanha bolonhesa, frango assado, arroz branco e de sobremesa ela fez tiramissu, que eu amoooooooo.
Ana – As comidas de Minas eram maravilhosas, mas nada se compara a comida da minha mãe, ai que saudade que eu estava.
Mãe – Muito obrigada, mas pelo jeito você passou bem lá, está até mais cheinha.
Ana – Mãe não tinha como resistir, eu almoçava na cada da Tia Maria, da tia Janete e na Bisa – todos riram
Lucio – Isso sem contar com os mega cafés da manhã e da tarde, até eu engordei.
Ana – E ai de você se for na casa de alguém e não tomar nenhum cafezinho, a vó arrancava nossa orelha fora – eu e Lucio caímos na risada, enquanto a Vó Luiza nos olhava com cara de brava, ai que a gente ria mais.
Foi um almoço muito animado, mas logo após o almoço e fui visitar minha amiga, estava morrendo de saudades.
Ana – Mãe, Pai eu estou indo na casa da Dani, estou morrendo de saudades dela também.
Mãe – Não chega tarde.
Pai – deixa que eu te levo – não precisa pai.
Ana - Eu vou caminhando, está um dia gostoso.
Pai – Cuidado em.
Ana – pode deixar - dou um beijo em cada um deles, e saio.
Fui caminhando e observando tudo, estava com saudades da minha cidade, em minutos cheguei na casa da Dani, apertei a campainha e logo ela vem correndo e pulando literalmente no meu colo.
Dani – Nunca mais suma assim da minha vida, você tem noção da falta que fez em minha vida! Nem pra dar um telefonema – ela diz com uma a braço apertado.
Ana – Me perdoei, mas é que os dias passaram que eu nem percebi
Dani – ok, mas entra e me conta tudo, estou fazendo pipoca pra gente comer.
Ana – Bom eu trousse pra você uma lembrancinha, minha mãe enviou tiramissu, pois sabe que você gosta.
Dani - Ah tia Rose é a melhor do mundo!
Ana – Puxa saco – e damos risada – cadê todo mundo?
Dani – Minha mãe saiu com minhas irmãs e meu padrasto esta de plantão hoje, a casa é nossa.
Ana – uhuuuuu
Dani – Agora para de me enrolar e conta tudo.
Ana – Resumidamente, eu me apaixonei, ou melhor estou amando e perdi minha virgindade. – ela me olha com uma cara que de verdade não tem como decifra, misto de raiva, felicidade e êxtase.
Dani – Como você simples apenas joga assim, como se não fosse nada, ta doida menina – ela grita – quero detalhes agora, tim por tim. – Eu não resisto e choro de rir com a reação dela, eu fiz de proposito, sabia que ela ficaria p**a da vida!
Ana – Deixa eu pensar se merece, pois eu cheguei e você já foi me xingando – faço uma draminha, pois sei que ela fica nervosa.
Dani – Fala logo c*****o – ela diz sem paciência.
Ana – Seu nome é Luiz Felipe, ele é muito lindo, pele morena clara, olhos cor de mel, cabelos baixos, mas sempre deixa batidinho.
Dani – E o que mais, alto? Baixo? Gordo? Magro?
Ana – Alto, forte, digo bombadinho e muito, mais muito gostoso – dou um sorriso malandro.
Dani – Ai meu Deus, não é mais minha menininha - gargalhamos
Eu conto tudo pra Dani, cada detalhe da minha viagem maravilhosa. Ela me interrompeu algumas vezes comentando, rindo. Ela também me contou as fofocas e tudo o que aconteceu em quanto estive fora.
E assim passamos a tarde, foi muito gostoso, a hora passou que eu a gente nem viu. Tanto que me pai foi me buscar.
Ana – Pai, não sabia que vinha me buscar?
Pai – Sua mãe me fez vir, pois ela sabia que tinham muitas coisas para conversar, como ficou de noite, achamos perigoso você voltar sozinha.
Ana - Tudo bem, vou me despedir da mãe da Dani e já venho – fui me despedi delas e fui com meu pai pra casa.
Pai – Seu tio me contou
Ana – Contou o que? – falei mexendo nas pontas do meu cabelo
Pai – Ele é de família boa? Ele te tratou bem?
Ana - Ah pai, não queria falar sobre isso, falo com os olhos marejados – nesse momento o carro para no semáforo.
Pai – porque está chorando princesa – ele faz um carinho no meu rosto
Ana – Eu já sinto falta dele, pai ele é maravilhoso, carinhoso, se declarou pra mim, foi tudo muito intenso, digo os sentimentos
Pai – ele que te deu este colar? – pego com carinho em.
Ana – sim, ele me deu para não esquecer dele – como se fosse possível esquece-lo penso.
Chegamos em casa e encerramos o assunto.