O silêncio da madrugada era quebrado apenas pelo leve som das teclas sob os dedos ágeis de Alice. Ela estava no escritório improvisado da casa dos Bianchi, envolta por códigos e janelas criptografadas que se abriam e fechavam com fluidez. O monitor exibia rastros digitais recém-descobertos — fragmentos de arquivos, históricos de transferências e conexões suspeitas que ela já reconhecia com precisão. Ela havia confirmado: Lorenzo fizera uma transferência para um nome associado à máfia italiana, um executor envolvido em casos notórios de assassinatos por encomenda. Aquilo, por si só, já seria explosivo. Mas Alice via além da superfície. Ela sabia o que aquela movimentação significava. E sabia, principalmente, por que havia sido feita. Mateo. A filha deles. A família Bianchi. Alice apoiou

