A manhã na sede da The Guardian começou com a habitual correria discreta: reuniões sendo marcadas, cafés apressados, códigos rodando nas telas. Cacau organizava uma pilha de contratos que Isabela precisava assinar, enquanto Luca havia descido para buscar um documento na portaria. Isabela, um pouco pálida, tentava manter a rotina, mas o recente colapso ainda deixava marcas em seus gestos — mais lentos, mais cautelosos, os olhos atentos a cada movimento ao redor. Foi então que tudo aconteceu. Uma motocicleta preta parou por breves segundos em frente à entrada lateral do prédio. O motociclista, de capacete espelhado, deixou uma mochila no chão, exatamente ao lado da lixeira externa, e saiu sem dizer nada. A câmera de segurança captou a cena, mas não gerou alarme. Cacau, na recepção, notou a

