Capítulo 62 – Verdades em Risco

1888 Words

O calor de São Paulo grudava na pele e na paciência, desses que desaceleram sem pedir licença. Alice estava no escritório que montara na mansão, luz baixa, três telas acesas e uma xícara de chá esquecida ao lado do teclado. Em uma das telas, linhas de log corriam em fluxo constante; na outra, um painel de alertas; na terceira, um editor de código com notas rabiscadas. Às 14h07, um ícone piscou no canto inferior. Mensagem criptografada. Sem remetente. Sem assunto. Abriu. Podemos garantir a segurança de Mateo. Em troca, precisamos da sua colaboração. Os dedos de Alice pararam no ar. A respiração ficou rasa. Levou dois segundos para se recolocar no corpo. Explique, digitou. A resposta veio como um clique seco. O chat abriu com uma voz modulada, limpa de sotaques, estranhamente impessoal

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