Dante A fábrica estava mergulhada em sombras que pareciam vivas. Cada ruído metálico ecoava como uma sentença. Eu estava alerta, cada músculo tenso, cada sentido ampliado. Lara estava ao meu lado, firme, respirando rápido, mas sem hesitar. A visão dela me dava força e, ao mesmo tempo, me tornava vulnerável. Vulnerável porque eu não podia falhar quando ela estava ali, arriscando cada segundo comigo. — Lara, fica atrás de mim — murmurei, baixinho, segurando minha arma e controlando a respiração. Ela assentiu, olhos brilhando de determinação. — Estou pronta, Dante. Avançamos pelo corredor, passos silenciosos. As sombras dançavam nas paredes. E então os vimos, dois homens armados, bloqueando a porta que dava acesso ao escritório principal do tio dela. — Temos companhia — sussu

