Capítulo 19 — Sob a Luz da Lua (continuação)
…
Ele tocou‑lhe o queixo com ternura.
— Então faremos tudo direito.
Zaira assentiu devagar.
Quando ele começou a despir‑a com cuidado, admirando cada traço seu, ela
murmurou muito suavemente:
— Kael… por favor… faz devagar.
— Tá bom— respondeu ele com um sorriso e com voz baixa e doce.
A luz prateada da lua espalhava‑se calma sobre a relva fresca à beira‑rio, iluminando os fios ruivos dos cabelos dela e os fios dourados do cabelo dele. O ar estava fresco, mas entre eles só havia um calor imenso, uma chama que ardeu escondida por tanto tempo e que finalmente se libertava.
Kael despiu‑a pouco a pouco, com as mãos grandes e fortes mas incrivelmente suaves, como se estivesse a tocar uma flor rara e preciosa.
Cada toque fazia‑lhe arrepiar a pele; ele observava‑a com uma admiração tão profunda que fazia o coração dela bater ainda mais forte. Quando o último tecido caiu, ele percorreu‑lhe o corpo com o olhar, demorando‑se em cada curva, cada detalhe, como se quisesse guardar tudo para sempre na memória.
Depois, Zaira estendeu as mãos trémulas e começou a desabotoar e a afastar a roupa dele, descobrindo pouco a pouco o peito largo e musculado, os ombros poderosos, a pele morna e firme — toda a força nobre do Rei‑leão.
Quando finalmente ficaram apenas um diante do outro, sem nada entre eles, ele deitou‑a sobre o seu manto grosso e macio que estendera na terra, e deitou‑se por cima dela, apoiando‑se nos cotovelos para não a pesar, mas mantendo‑a envolvida no seu calor e na sua presença protetora. Os seus corpos tocaram‑se por inteiro, e um arrepio forte percorreu os dois de uma ponta à outra.
Ele beijou‑a então: devagar, profundamente, com toda a doçura que lhe prometera, explorando cada canto da sua boca, fazendo‑a suspirar e agarrar‑se com mais força aos seus ombros. As suas mãos grandes percorriam‑lhe depois a cintura, as ancas, as costas, deslizando suavemente, sentindo cada linha do seu corpo, enquanto ela se aconchega mais contra ele, abrindo‑lhe o caminho com os seus próprios movimentos lentos e tímidos mas cheios de d****o.
Quando se uniram pela primeira vez, foi com uma lentidão quase sagrada: ele penetrou nela pouco a pouco, muito devagar, parando várias vezes para lhe beijar o rosto ou sussurrar palavras de carinho, deixando‑a habituar‑se, sentindo‑a acolhê‑lo com ternura e calor.
Quando ficou por completo dentro dela, parou por um longo instante, só sentindo a ligação perfeita, o bater sincronizado dos seus corações.
Depois começou a mover‑se, ainda muito devagar, com um ritmo calmo, profundo e ritmado.
Cada balanço das suas ancas fazia‑os estar mais ligados, fazia‑a sentir‑lo mais fundo, mais presente, preenchendo‑a por completo.
Pouco a pouco os movimentos ganharam força, e quando chegaram ao auge, ele gemeu o nome dela:
— Zaira!, enquanto sentiam a onda intensa percorrer‑los por inteiro,com intensidade.
Mas ele não parou logo ali — continuou a mover‑se, ainda dentro dela, agarrou firme a perna dela, para ter um melhor movimento e ângulo,para penetrar nela com mas força e fundo.
sem sair, mantendo‑a presa ao seu corpo.
— Kael… mais forte… por favor… faz mais forte — pediu ela, já ofegante, a voz quebrada de prazer, gemendo cada vez mais alto, chamando também por ele.
Ele hesitou por um momento, abrandando um pouco, com medo:
— E se te magoo… és tão frágil comparada com a minha força… tenho receio de te ferir…
— Não vais… confia em mim… quero sentir‑te todo, com toda a tua força — respondeu ela, agarrando‑lhe mais forte os ombros,puxando‑o para si.
Ouvindo‑a, ele deixou‑se levar de vez: aumentou o ritmo e a profundidade, batendo mais forte e mais fundo, fazendo‑a gritar o nome dele entre gemidos e suspiros, e ele próprio a repetir o nome dela vezes sem conta, cheio de paixão e de posse, numa segunda onda ainda mais intensa e profunda, até esgotarem toda a energia que os unia ali sob a luz da lua.
Só quando ambos estavam completamente saciados e sem forças é que ele se afastou devagar, deitou‑se ao seu lado e puxou‑a para o peito, cobrindo‑a com o seu manto e os seus braços, ainda a tremerem de emoção.
— És minha… para sempre — sussurrou ele, beijando‑lhe a testa suada.
Ela fechou os olhos, aconchegando‑se nele, finalmente calma e completa.