Em um em pulso ela levantou a manga da blusa que Alina vestia, seu rosto foi de desespero ao ver o braço a Alina marcado daquela forma.
-Filhaaa... - Ela olhou para Alina que chorava calada -... Meu Deus Alina - ela começou a levantar as mangas da blusa de Alina, talvez procurando mais hematomas, ela levantou o pescoço da Alina e viu o hematoma -.. Meu Deus filha... - antes que ela terminasse Alina desfaleceu, Aline se desesperou..
-Calma Aline - disse enquanto eu pegava Alina no colo -.. Onde eu ponho ela? - perguntei olhando para Aline
-No carro - ela falou limpando os olhos - Minha filha vai para o Hospital - ela disse indo para o quarto dela
Desci as escadas com a Alina nos braços e coloquei ela dentro do carro, Sonia já estava sentada no banco de trás, Aline veio em seguida com o celular em mãos..
-Eu tô levando ela para o Hospital da Saúde.. - Ela falava só telefone enquanto entrava no carro -.. Eu não sei Isaac - ela gritou - Segura eles aii - ela desligou o celular e pisou no acelerador... Alina ainda estava desacordada
-Theodoro - A voz dela saiu baixa - O que aconteceu?
Eu olhei para ela assustado
-Ela me ligou e pediu para buscar ela na casa do menino que estava com ela pela manhã - Aline me olhou rápido
- Mestiço, olhos claros e alto? - ela revesava os olhos da estrada para mim - Que mora em um condomínio chic?
Ela conhecia ele?
-O Nicolas, Aline.. - a voz da Sônia saiu baixo
-Como assim, Sônia - ela olhava pelo retrovisor - A Alina disse que não estavam mais juntos
- Eles andaram ficando algumas vezes... - antes que ela terminasse Aline interrompe
-Eles estavam transando? - ela olha fixamente para o retrovisor
Sônia fica em silêncio e Aline grita
-Eu te fiz uma pergunta - Sonia deu um pulo jo banco de trás
-Na... Não... Não que eu saiba - Sonia gaguejava - ela disse para gente que ainda não estava pronta e que ele disse que ia esperar o momento dela... Ele prometeu p ela - a voz da Sônia foi sumindo em meio ao choro
Aline ficou quieta o resto do trajeto.
Chegamos ao hospital, Alina ainda estava desacordada, chamamos por socorro e colocaram ela em uma marca e sumiram com ela para dentro do hospital, eu e Sonia ficamos esperando já recepção, quando uma voz alta demais invade o silêncio da sala de espera
-Cadê a minha irmã - Júlio entra em desespero seguido por Joaquim e Laila - Sônia cadê a minha irmã
Eu me aproximei dele e senti um baque no estômago..
Júlio me deu um soco no estômago, me fazendo ir para trás, ele me pensou entre ele e a parede
-Vc viu ela saindo com ele - ele gritou para mim - vc viu ela saindo com ele, ela não entrando na escola não a impediu
Joaquim afastou ele de mim.
-Eu não sabia Júlio - falei com as mãos no estômago - p***a eu não sabia...
Ele continuou em fúria
-Laila, Sônia vcs sabiam - ele virou em direção às meninas, enquanto o Joaquim o segurava - Vcs sabiam que ela ia pata casa dele
Sonia negou com a cabeça, Laila me olhou e abaixou a cabeça..
Júlio berrou mais uma vez
- vc sabia? - gritou perto demais da Laila, Sônia o abraçou forte e ele começou a chorar e falar coisas que não davam para entender
Joaquim se aproximou de mim
-vc tá legal? - ele me guiou até o banco
- Eu não sabia.. - tentei me justificar
-é complicado... - ele passa as mãos no rosto e me olha - eles namoravam, ele traiu ela com metade da escola dele e da dela, ela quase entrou em depressão, e agora resolveu voltar com ele - ele falava baixo, a voz dele estava trêmula e sombria - eu não sabia, o Júlio disse que ele estava na escola, por isso sempre alguém leva ela, por isso eu pedi para vc acompanhar ela hoje, eu deveria ter te explicado.
Merda, eu deveria ter impedido dela ir, deveria ter feito ela entrar para escola, deveria ter tentado....
Ficamos ali por quase 40 min até meu pai e o Bruno chegarem..
ALINE NARRANDO
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LIGAÇÃO ON
EU: ALÔ? CONRADO, PRECISO DE UMA VIATURA NO ENDEREÇO QUE VOU MANDAR...
CONRADO: SIM SRA. , MAIS ACONTECEU ALGO?
EU: MINHA FILHA CAÇULA FOI ABUSADA.
CONRADO : CHEGO EM DOIS TEMPOS
LIGAÇÃO OFF
Volto para o Consultório
- Dra.? - chama atenção da médica
- SRA.? - ela me olha perguntando meu nome
Eu a olho seria
-Aline Monteiro Grunscol, Promotora assistente do estado - ela me olhou espantada - O que aconteceu com a minha filha?
Ela me olhou, como quem diz que eu deveria saber.
-SRA.Grunscol - ela fez uma pausa em quanto sentava - Sua filha tem hematomas pelos braços, pescoço e cintura, marcas visíveis de mãos - ela parou novamente como quem toma coragem - eu sou obrigada por lei notificar o conselho tutalar e a chamar a polícia
Eu olhei incrédula, essa vaca tá achando que eu maltrato minha filha
-Dra. A senhora não precisa me explicar como funciona os seus deveres - disse firme - Minha filha foi abusada sexualmente pelo namorado de 17 anos, só preciso que a senhora mande o encaminhamento para o exame de corpo de delito.
- Mais... - Ela estava assustada -... A senhora...
-Eu vou tentar ser o mais educada que eu consigo devido a essa situação - disse levantando da cadeira sentando ao lado dela em cima da mesa - Me da a p***a do encaminhamento, para eu levar minha filha para o hospital da mulher agora, ou eu vou arrumar um jeito de infernizar a sua vida de uma forma que vc só vai conseguir o c*****o de um trabalho bom na zona...
Ela rapidamente preenche uns papéis e me dá..
entro na sala onde Alina está sentada com os olhos baixos...
-Filha? - chamo e ela não responde - Alina, filha - me aproximo dela - O Conrado está chegando, vamos?
Ela levantou e foi guiada por mim, qua do saímos do corredor da emergência, minha família está ao lado de fora nos esperando..
Júlio corre na direção da Alina e a abraça como se quisesse tomar a dor dela
-Calma - Isaac me olha e eu desabo em seus braços - Vamos conseguir juntos
Eu só conseguia ouvir o Júlio murmurando agarrado em Alina, ele sempre foi apegado a ela, sempre cuidou demais dela.. Sinto que vou ter que prender ele dentro de casa para ele não fazer merda
Enquanto eu limpava meu rosto Conrado adentra a sala de espera do hospital
-Aline.. - sua voz rouca nos chamou a atenção - vamos?
Fiz um gesto com a cabeça e o segui levando Alina e o Júlio que estava grudado nela
-Querido, vamos para o Hospital da mulher - joguei a chave do carro para o Joaquim e fiz um gesto para que eles nos sigam