Lucas
Já faz três dias que eu estava aqui na fazenda trabalhando, Hector é um cara bem legal e em pouco tempo já somos amigos, às vezes eu ainda nem acredito que agora eu sou uma pessoa rica e posso ter tudo que eu sempre quis. Enquanto descansava sob a sombra de uma árvore na fazenda, aproveitando o ar puro e o silêncio, meu celular tocou e quando eu pego lada atender vejo o nome de Maria brilhar na tela do celular e eu atendo com um enorme sorriso no rosto.
— Hola, Maria.— disse, sentindo um sorriso se formar em meu rosto
— Oi meu amor , o que está fazendo de bom.
—Estou aqui na fazenda deitado descansando um pouco, aproveitando a tranquilidade. — Falo e escuto a voz dela, suave como uma melodia para meus ouvidos que respondeu do outro lado da linha.
— Que legal, isso é muito bom, Como está sendo a experiência aí na fazenda?
— Não é muito legal porque estou com muita saudade de você.— Digo e ela sorri do outro lado da linha
— Seu bobo.— Ela fala e conversamos sobre o trabalho, e o quanto eu ainda estava me acostumando à ideia de ter conquistado riqueza.
— Às vezes, m*l posso acreditar que tudo isso é real.— confessei, e Maria riu carinhosamente.
_— Você merece, Lucas . Fico feliz por você,— ela disse, e senti uma gratidão profunda por ter alguém tão especial ao meu lado, depois de conversamos mais um pouco eu desliguei o telefone, observando o céu estrelado, sabendo que, apesar da riqueza material, era a conexão com pessoas como Maria que tornava minha vida verdadeiramente valiosa e feliz, pois Maria tinha o dom de me fazer esquecer do mundo lá fora, sempre que estávamos juntos rimos por qualquer piada boba, e assim o tempo voava,
as horas se transformaram em minutos enquanto nos perdíamos em histórias e confidências.
(...)
Ao retornar aos afazeres da fazenda na manhã seguinte, percebi uma atmosfera tensa no ar. Enquanto alimentava os animais, pude captar murmúrios entre os trabalhadores.
— Você ouviu falar do Joaquim?
— Sim cara e não acreditei.
— Pois é, parece que estão prestes a expulsá-lo de casa junto com a família.— comentou um dos trabalhadores, baixando a voz como se estivesse compartilhando um segredo.
A notícia me atingiu como um choque. Joaquim era conhecido na região, e a ideia de perder sua casa e estabilidade era angustiante. Decidi investigar mais e me aproximei de um grupo de pessoas conversando perto dos celeiros.
— Do que estão falando?— perguntei lada eles que ficaram tensos na hora
— Senhor eu … _ sabendo que eles iam inventar uma desculpa eu rapidamente falei.
— O que está acontecendo com Joaquim? Eu sei que vocês estavam falando dele.— perguntei, tentando disfarçar a urgência em minha voz.
Um dos homens mais velhos suspirou e explicou: — Parece que ele está enfrentando dificuldades financeiras graves. A fazenda está hipotecada, e eles estão prestes a serem despejados.
Aquilo me fez lembrar das vezes em que a vida me golpeou, antes de eu ter encontrado essa nova oportunidade na fazenda. Eu não podia ficar de braços cruzados.
— Certo, Hector vai ficar tomando conta de tudo aqui enquanto eu estiver fora.— digo para os trabalhadores
— Sim senhor.— começo a andar em direção a casa grande e chegando lá fui diretamente para o meu quarto onde peguei uma mala e comecei a guardar minhas coisas e depois desci para o andar de baixo onde encontro o Hector.
— Senhor Lucas vai viajar?
— Sim, tenho algo muito importante para resolver, você fica responsável por tudo aqui na minha ausência tudo bem?
— Tudo bem sim, pode deixar que manterei as ordens aqui
— Acho bom. — Me despeço dele e sigo para a garagem onde pego uma BMW e me dirigir à casa de Joaquim, dessa vez a viagem durou apenas sete horas de relógio e assim que estacionei o carro percebi que o clima era carregado de preocupação. Caminhei até a casa e bati na porta e fui recebido por Joaquim, com um semblante cansado e olhos cheios de aflição, mais com felicidades ao me ver alí.
— Lucas, que surpresa boa.— ele fala me abraçando — O que faz aqui?
— Vim vê a Maria e conversar com o senhor
— Aconteceu alguma coisa?
_ Não, fica tranquilo, eu só quero saber sobre o boato que anda rolando.
— Ah sim.— ele fala ficando um pouco sério
— Cadê a Maria e a dona Sônia?
_ Foram no centro comprar algumas coisas, elas vão ficar felizes quando te verem aqui
— Eu também.
_ Venha, vamos sentar e agente pode conversar.— Eu assinto com a cabeça e fomos andando para a sala onde sentamos no sofá e eu pergunto.
— É verdade que estão falando que vocês vão ser despejados da fazenda?
— Sim Lucas, eu não sei o que fazer. Eles querem nos expulsar, e minha família está desesperada— confessou Joaquim, sua voz embargada pela angústia.
— Calma, Joaquim. Talvez eu possa ajudar de alguma forma,— ofereci, sabendo que não podia ignorar alguém em apuros quando eu mesmo já estive nessa situação e principalmente que fui ajudada por eles.
Enquanto Joaquim compartilhava sua história, eu ponderava sobre como poderia auxiliá-lo. A solidariedade entre nós na fazenda não era apenas uma questão de negócios; éramos uma comunidade, e era hora de mostrar que podíamos apoiar uns aos outros nos momentos difíceis.Depois de ouvir a história de Joaquim, senti a responsabilidade de ajudar um amigo em necessidade. Exploramos diferentes opções e estratégias para lidar com a situação financeira difícil que ele enfrentava.
— Joaquim, eu vou te ajudar, fica tranquilo vai dar tudo certo
— O que você vai fazer ?_ Joaquim pergunta desconfiado
— Eu vou pagar a dívida.
— O que? — ele me olha com os olhos arregalados e isso me faz sorrir
— Isso mesmo que o senhor ouviu, agora que posso acho que chegou a minha vez de retribuir tudo aquilo que o senhor, mas sua esposa e Maria fizeram por mim.— Digo e ele olhou para mim com gratidão nos olhos, aceitando a oferta de ajuda e com a sua reação eu percebi que a verdadeira riqueza não estava apenas na minha mudança de sorte, mas na capacidade de fazer a diferença na vida de outros que enfrentavam adversidades. A fazenda não era apenas um local de trabalho, mas um lar onde a solidariedade e a compaixão floresciam. E quando estava prestes a ir embora Maria e Sônia chegaram e quando me viram ali Maria correu até mim e eu abracei apertado.
— Lucas, que saudades, o que você está fazendo aqui?
— Eu também estava morrendo de saudades de você meu amor, eu vim te ver e conversar com o seu pai.— Digo dando um beijo em sua testa em forma de respeito, dona Sônia veio até mim e nos abraçamos também ainda com Maria ao meu lado, Sônia pegou as sacolas de maria e nós dois fomos para o jardim.
— Eu estava louco de saudades para te ver.— digo puxando ela para um beijo cheio de amor, carinho e saudade. Como era bom sentir os lábios de Maria, ficamos ali nos curtindo até que nos separamos por falta de ar.
— Porque não me avisou que vinha.
— Porque decidi em cima da hora, quando eu soube do que estava acontecendo com vocês aqui, confesso que fiquei um pouco chateado com você por não ter me falado.— Digo sério para ela
— Me desculpa, eu não queria que você se preocupasse
— Maria nós somos uma família, e família é para se ajudar no momento como esses, eu agora tenho condições eu vou pagar a dívida, vocês não vão perder a casa de vocês.— falo sério e ela me olha perplexa
— isso é sério mesmo?
— Sim, por isso estou aqui. _ Maria me agradece e ficamos ali nos curtindo e matando a saudade.