Cássia se viu novamente sozinha, com um vazio excruciante no peito. O carro de Kalel já não era mais do que um ponto distante no horizonte, levando consigo não apenas o homem, mas também os últimos resquícios de sua esperança. Ela estava no fundo do poço, um lugar de desespero que ela nem imaginava que poderia piorar. Trabalhou o restante do dia na pousada, com o corpo movendo-se mecanicamente enquanto a mente açoitava-se com a traição e a humilhação. Cada sorriso forçado para os hóspedes, cada lençol limpo, era uma lâmina afiada em sua alma. A noite em casa foi um tormento. Passou-a em claro, os olhos fixos no teto escuro, revivendo cada detalhe da noite anterior e da fúria de Natan. A culpa a esmagava, as palavras do irmão ecoando em sua mente. Ela se odiava por ter se entregue, por te

