Henry
Estava muito preocupado com Dianna, ela vinha agindo estranho a algumas semanas e não estava falando comigo direito, será que eu havia feito algo de r**m para ela e não me lembro. Quando ela saiu do banheiro, voltei para a quadra e fiquei jogando vôlei por mais algum tempo, fui tomar um banho demorado pra tirar todo aquele suor. Assim que terminei me enxuguei, coloquei uma cueca box preta, uma calça jeans azul escura e uma camiseta da banda 1975, sorri ao me lembrar que tinha roubado aquela blusa do guarda-roupa de Dianna. Era bem normal isto porque a mesma também roubava algumas camisetas minhas e ela sempre usava blusa maiores que a sua estrutura corporal.
Sai do banheiro depois de arrumar meus longos cabelos e fui embora do colégio, Taylor não tinha vindo hoje para o colégio alegando está naqueles dias, normalmente nunca via ela nestes dias, pois a mesma sempre me atacava, me colocando culpa por causa da dor dela, dou graças a Deus por ter um pênis e não precisar passar por estas coisas na vida. Peguei o metrô e fui direto para a minha casa, assim que cheguei me joguei na cama e acabei pegando no sono. Acordei já era por volta das 6 horas, rapidamente me arrumei com uma calça preta e uma blusa de mangas cumpridas, fiz um coque frouxo no meu cabelo. Peguei meu celular e olhei o mesmo pra ver se havia alguma mensagem, mas não tinha nenhuma, fui até a sala onde meus pais estavam vendo um filme qualquer na TV, minha irmã Camila provavelmente tinha saído com o irmão de Dianna, Noah como sempre faziam todos os dias.
- Pai você poderia me emprestar seu carro?. - perguntei enquanto pegava minha carteira que estava encima da mesinha de centro.
- Depende de onde você vai Henry?. - perguntou ele enquanto me olhava seriamente.
- Vou na casa da Dianna, ela quer fala comigo e vocês sabem que a casa dela e do outro lado da cidade. - disse calmamente olhando para ele, eu realmente não queria ir de metrô, demoraria mais e eu queria saber o que a mesma tinha.
- Tudo bem, mas só porque você vai na casa da Dianna. - disse me jogando as chaves do carro que peguei no ar.
Meus pais não gostavam nenhum pouco da minha namorada, mas eles amavam demais Dianna e também se davam super bem com os pais dela, eu nunca entendi porque eles não gostavam da Taylor, ela sempre foi uma menina legal com todos e doce. Entrei no carro e dei partida para casa de Dianna, demorou mais ou menos 20 minutos pra mim chegar a casa dela, quando cheguei estacionei o carro em frente a casa, sai do carro e bati na porta, demorou um tempo mas a mesma logo abriu a porta para mim, deu espaço para mim entrar e subimos para o quarto dela em silêncio. Quando entramos no quarto da mesma, me sentei na cama dela como de costume e ela continuou em pé, percebi o seu nervosismo, nos seus olhos haviam muito medo, o que será que ela tinha, nunca tinha a visto assim em anos.
- Dianna o que você tem?. - perguntei-a muito preocupado, ela era minha melhor amiga e é como uma irmã para mim.
- Eu não sei como te contar isto. - disse em voz bem baixa mas que pude ouvir, olhei novamente para o rosto dela e percebi que os olhos dela, estavam cheios de lágrimas.
- Tenta Di. - disse me levantando e indo até ela, tentei a abraçar, mas ela recusou meu abraço.
- Herny, você lembra quando fomos na festa da Demetria?. - perguntou-me ela e mesmo confuso com aquela pergunta, confirmei com a cabeça para que ela continuasse. - nesta festa nos dois bebemos muito, você estava mais bêbado que eu é nos beijamos... - disse e minha respiração falhou por um tempo, nos havíamos nos beijado, como assim nos tínhamos feito isto, imediatamente a interrompi.
- Como assim nós beijamos, eu não me lembro de nada disto, como não posso me lembra, que trair Taylor. - disse passando as mãos pelos meus cabelos nervoso, eu não podia ter feito isto.
- Nos beijamos Henry, você não se lembra disto porque estava muito bêbado e nos fizemos muito mais do que só nos beijamos, mas isto tudo foi culpa minha, eu estava menos bêbada que você e me aproveitei. - disse já chorando muito e com voz embriagada, fiquei ainda mais nervoso, minha própria amiga havia me usado para sexo.
- Você está falando que se aproveitou da situação Dianna e isto, porque está me contando isto, já que eu não me lembrava mesmo, porque não guardou estás coisas pra si mesmo, pensei que era diferente, mas não é, você não passa de uma v***a aproveitadora. - disse em meio aos gritos e caminhei firmemente em direção a porta, mesmo ouvindo o choro mais alto dela.
- Henry eu estou grávida e o filho e seu, não posso suportar isto sozinha, não da, eu iria esconder de você, mas não suportava você chorando pra mim que queria um filho, mas não pode ter, eu não iria aguentar esconde está criança, me perdoe Henry, eu sei que eu errei e feio, mas você melhor que ninguém sabe que eu era virgem. - disse em voz embriagada e chorando mais ainda, me virei pra ela com raiva, ela não podia estar mentindo daquela forma pra mim.
- Como pode mentir desta forma pra mim Dianna, você realmente e uma v***a. - disse com raiva e sentir meu rosto arder fortemente, ela havia me dado um belo de um tapa.
- Eu não estou mentindo pra você, estou grávida, este bebê que espero e seu, eu achei melhor te contar, porque achei que você sim me culparia, mas pelo menos iria ser um pai para ele, mas estava errada. - disse em meio aos gritos e sua mão foi para seu ventre e ela gritou alto, só que desta vez de dor e me assustei ao perceber que ela havia começado a sangrar.
- Eu vou te levar pro hospital. - disse pegando ela no colo rapidamente.
Desci as escadas e sai da casa, coloquei Dianna dentro do carro que ainda segurava seu ventre e chorava muito, ela ainda estava sangrando, dirigi pelas ruas de New York, sabia que iria tomar algumas multas, mas precisava chegar logo no hospital. Assim que cheguei parei de qualquer jeito em uma das vagas e peguei a mesma novamente em meus braços e a levei pra dentro. Gritei por ajuda já desesperado e um enfermeiro a levou de mim, me sentei em uma cadeira e desmoronei em lágrimas. Não sabia o que estava acontecendo e pra piorar a dúvida de Dianna estar realmente grávida de mim, não saía da minha cabeça.