11 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Já estava habituado àquele tipo de dilema, àquele drama, mas as coisas sempre saíam do meu controle com muita facilidade e a ajuda feminina entrava nisso. Querendo ou não, a vida com o tráfico de drogas e armas, muitos rios de dinheiro e sangue, sempre acabava mexendo um pouco com nosso tato. Com tantos anos nessa vida, mexeu muito com o meu e eu não nunca curti passar do limite com ninguém que não fosse um inimigo ou devedor. Fui com a moto até o barraco onde vivia Pati com sua mãe e irmão. A situação da mulher não era boa e eu já sabia, não me meteria, até o caldo entornar. Quando desci da moto, já tinha dois soldados esperando e eles só assentiram. Ajudei Alma a descer e fui à porta, bater com a coronha da pistola. — O que ‘tá fazendo?

