14 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo
— Não se preocupa. ‘Cê não vai a lugar nenhum, a não ser que queira, claro. — Foi a fala de Eric ‘pra responder seu filho. — Pode ficar tranquilo...
Foi um café da manhã silencioso. O garoto estava todo cabisbaixo e o humor de Eric ‘tava péssimo.
— A gente ‘tá indo. ‘Bença, pai! — O menino voltou a abraçar Eric. — Pode deixar... alguém... comigo?
Ele realmente pareceu estar com receio.
— Relaxa! — Eric beijou sua testa. — Que Deus te abençoe. É ‘pra prestar atenção na aula, hein! — alertou.
— Sim, senhor! — O menino assentiu. — Até mais, prima. — Ele me olhou e sorriu amarelo. — Bom dia!
Retribuí o sorriso e os dois partiram.
Assim que o menino pisou fora da casa, Eric levantou e foi à geladeira. Mexeu na parte de cima ‘pra tirar sua carteira e sentou, respirando fundo.
Tirou um baseado e levou à boca.
— Fumar maconha não vai ajudar em nada — falei, olhando-o com pena, confesso. — Sabe disso, não?
Levantei e parei ao seu lado.
— Obrigado, senhora moralista! — Ele debochou.
— Vai deixar ela te estragar? — Acariciei seu rosto.
— Por que ela estragaria? — Ele me olhou.
— Tenho certeza que ‘cê sabe bem o que ‘tá fazendo da sua vida. ‘Cê me parece bem forte. — Fitei seus olhos. — Mas... ninguém é forte sempre, ‘né!?
— O que te faz pensar isso?
— Olha a fossa onde eu me enfiei! — ri.
— ‘Cê tem um ponto! — Ele acabou rindo também.
— É louvável que espere seu filho sair ‘pra isso, mas eu não acho que precisa. Por isso, ‘tô tentando ajudar... E-eu... daqui a pouco... preciso sair...
Após acabar lidando com alguns de seus dramas, era impossível não usar daquilo ao meu favor. Prometi que não me meteria em problemas, mas falhei.
Eu usava uma blusa de alça fina, então desci a alça, mantendo o foco em seus olhos. Eric virou em minha direção enquanto a blusa caía.
— Posso dar uma onda melhor — sorri de canto, acariciando meus seïos e descendo a mão em meu corpo para terminar de ficar nua.
Funcionou e ele deixou o baseado de lado. Arrepiei quando ele agarrou minha cintura e beijou minha barriga, meu umbigo... arfava bem forte.
Ele até se levantaria, mas eu pousei a mão em seu rosto e meneei a cabeça. Eu me aproximei ‘pra tomar um beijo e sussurrei em seu ouvido:
— Só relaxa.
Observei a pele parda arrepiar, o que me fez sorrir. Ajoelhei em sua frente enquanto fitando os olhos, que logo pareceram ansiosos, cheios de tesäo.
— Que isso, linda... — Ele sibilou, enlaçando os dedos de uma mão no meu cabelo e pousando a outra mão na mesa, se ajeitando para eu assumir.
Tirei sua blusa, cuidando para as unhas passarem por todo o abdômen — mais que suficiente para eu conseguir mudar totalmente seu foco.
Tornei a beijá-lo devagar, impedindo que ele simplesmente explodisse em tesäo para cima de mim.
— Calma... — Desci a mão ao membrö que já ‘tava rígido sob a bermuda. — Vou te fazer sentir bem...
Ele gemeu baixo, erguendo a cabeça. Segurou mais forte em meu cabelo e eu abri sua bermuda. Ainda beijei a cabeça, fazendo-o estremecer, antes de engolir.
Talvez se lembrando do meu pedido, ele não usou da mão enlaçada em meus cabelos para ser enérgico — o que era bom, talvez estivesse curtindo.
Não era o objetivo ser maldosa, mas ainda segui numa velocidade lenta para que ele sentisse cada centímetro da minha boca, cada contato comigo...
Geralmente funcionava — e não foi diferente.
Ele ofegava e o membrö pulsava em simultâneo. De cabeça erguida, só abaixava ‘pra buscar meu olhar — e eu sabia bem o quanto eles endoidavam com isso.
Um bom sexo oral pode fazer duas coisas opostas: deixar o corpo muito tenso e atenuar tensões em simultâneo, isto é, substituir uma por outra.
Ainda observei seus ombros por todo o tempo em que cansei o maxilar, era o único ponto onde eu poderia ter mínima ideia de seu estado de relaxamento.
As veias nos braços ainda exibiam a mesma tensão e o abdômen parecia ainda mais trincado — não tinha como me guiar por esses sinais.
— Quer ver um truque? — ri, olhando-o.
— Me surpreende... — Ele sorriu de canto, safado.
— Camisinha. — Estendi a mão.
— Na minha carteira. — Ele apontou ‘pra ela.
Estava relativamente distante, não muito, mas o suficiente ‘pra eu passear pelada e toda rebolativa — parando ‘pra pensar, eu tinha talento ‘pra coisa.
Peguei a camisinha na ponta do plástico e a mostrei ‘pra ele, que tornou a mordiscar o lábio e a mão logo correu ao membrö ‘pra agitá-lo devagar.
— Porra... Olha como ‘cê me deixa... — Ele arfou.
Sorri de canto de boca e parei na sua frente para abrir a camisinha, mostrei como conseguia colocá-la com a boca enquanto apoiando em suas coxas.
Ele acariciou minhas costas e gemeu alto.
— Calma... — Foi o que sussurrei ao seu ouvido quando fui ao seu colo. — Sente cada pedacinho...
Mordisquei seu pescoço e ele me envolveu, voltando a gemer alto. O pedido funcionou, ele não voltou a ser enérgico e realmente endoidou.
Se perdeu nos meus seïos, nas carícias ao meu corpo. Não contive nenhum dos meus gemidos. De verdade, aquele foi o sexo mais gostoso da minha vida.
Talvez por ter uma vida sexuäl bem ativa, ele tenha demorado tanto ‘pra gozar, mas foi uma loucura. Antes mesmo do membrö esquentar, eu me senti arrepiar.
Eu o vi arrepiar e me envolver com força, pressionando o corpo contra mim ou vice-versa.
Enterrou o rosto em meus seïos e eles fizeram o trabalho de abafar o gemido que ele deu — safada, eu cuidei de gemer baixo em seu ouvido, só ‘pra ele ouvir.
Deu ‘pra sentir suas coxas estremecendo enquanto gozava — talvez tenha sido mais intenso ‘pra ele do que o habitual... particularmente, eu adorei!
Quando ele relaxou, só o abracei — sem nem tirar de dentro. Acariciei alguns de seus fios — foi quando notei alguns fios brancos em meio ao castanho claro.
Eu me peguei sorrindo por isso, mas nada falei.
Existem momentos onde o silêncio pode ser um bom amigo e eu imaginei que, naquele momento, seria.