15 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Eu vivi muita coisa. Perdi minha mãe cedo e isso me levou a caminhos muito tortuosos. Revoltado, eu diria que investi em lentas tentativas de suicídio. Podia dizer que ‘tava só curtindo a vida, usando droga, comendo putä e pagando todos os luxos que a vida no crime podia dar, mas não era assim tão simples. Perder a minha mãe me afundou num abismo escuro. Receber indiferença de Tito, o traste, era como ter alguém pisando ‘pra me afundar mais. Eu me deixei levar. Eu me deixei afundar. Mesmo com todas as tentativas de pessoas que realmente me amavam e se importavam comigo, eu demorei muito ‘pra voltar a valorizar minha vida. O motivo foi descobrir que vivemos num mundo de miseráveis. Mesmo minha pior dor, pode soar pequena ‘pra alguém que tam

