15 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Estava saindo de casa quando lidei com Eric subindo o morro. Ele tinha o semblante bem pensativo, acho que um pouco cabisbaixo também — difícil dizer. — Estamos bem? — Ele nem me reparou chegar. Não estava só com uma ótima roupa, mas muito perfumado. Tinha as mãos no bolso e só sorriu amarelo ao me ver — o que me deixou preocupada. — Acho que sim — respondeu, sério. — Acha? Eu tinha a bolsa com o material, mas ele a pegou, antes de seguirmos nossa cansativa subida. Eric franziu o cenho, quase perdido em pensamentos, mas assentiu: — Não, eu estou bem — reparou. — Que bom, eu acho! — falei com estranheza. — Sabe que... a intrometida aqui está disponível ‘pra conversar, ‘né!? — Acabei rindo daquele jeito de falar. — Nunca imaginei que diri

