8 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Conhecer a menina Patrícia foi interessante. Ela era um doce, uma menina linda. Inteligente e muito sagaz, mas estava nitidamente depressiva. Tão insegura que hesitava à toa. Quando ficamos sozinhas, quando Miguel saía ‘pra qualquer coisa, foi quando ela esteve ainda mais introvertida. Ficava nervosa, estava muito ansiosa, mas fui o mais paciente possível ‘pra ajudar. Podia imaginar o que causava tal estado e isso me deixava apreensiva. — A senhora pode ajudar? — Miguel me olhou com muita tristeza. — Tipo, eu nem me incomodo de repetir ‘pra ficar com ela... mas, sei lá... — Preciso da sua ajuda. — Eu lhe sorri. — Ela ‘tá querendo parar de estudar e tal. O pai sempre fala o que rola depois disso... Não quero- — Ele se interrompeu e abaixou a

