Logo se acostumam com a presença de Dirce em casa. Tudo está correndo bem e se passam oito meses.
Um dia, Seu Jair chega eufórico em casa.
Dirce já havia saído e Neide já tinha chegado.
Avisa:
- Tenho uma ótima notícia, mas só vou falar quando todo mundo chegar.
Dona Nora curiosa:
- Dá prá adiantar o assunto?
- Só que tem relação ao meu trabalho.
- Ganhou uma promoção?
- Quando todo mundo estiver aqui te respondo.
Ficaram curiosas, mas sabiam que não adiantava perguntar mais nada.
As duas meninas chegaram e só faltava Jairo.
Ele demorou mais que o costume.
Quando chegou, Dona Nora reclamou:
- Demorou hoje.
- É que um colega está fazendo aniversário e paramos prá tomar uma cervejinha. Por que a pressa?
- Teu pai tem novidade e só queria contar com todos em casa.
- Pronto, já cheguei.
Fazendo suspense, Seu Jair começou a falar sobre a empresa, quanto tempo trabalha lá e como gosta do que faz.
Dona Nora, não contendo mais:
- Fala logo, homem, disso todo mundo já sabe!
- Saiu minha aposentadoria.
- O quê?
- É isso. Estou aposentado.
Todos foram lhe dar os parabéns.
Neide perguntou:
- Vai ficar em casa, desde agora?
- Não. O patrão pediu prá continuar e receber por fora. Fiquei de pensar.
- São muitos anos. Opinou Dona Nora. - Mas, se você deu entrada na aposentadoria, tinha intenção de parar.
- Não. Dei entrada porque era um direito meu. Já tinha passado do tempo de contribuição e ninguém sabe o dia de amanhã. Agora, aconteça o que acontecer o meu é certo todos os meses. O que eu fizer a mais é lucro.
- Pensa com calma, pra não se arrepender depois. Disse Janice.
Jairo que estava calado:
- Se fosse eu, não tinha o que pensar, ia curtir a vida.
Seu Jair:
- Pensei em combinar com ele de continuar, mas com carga horária menor, de repente um meio período. Fica bom pra empresa e pra mim. Mas ainda não decidi. Por enquanto, vou trabalhar em horário normal.
Neide:
- Eu tenho férias vencidas. Porquê você não pede uns dias em casa e vai dar um passeio com a mamãe?
Eu seguro as pontas aqui. Depois de tantos anos, acho que vocês merecem tirar um tempo só prá vocês.
Janice:
- É pai. A mamãe também trabalha todos os dias e não tem aposentadoria. Tira um tempo prá vocês.
Dona Nora:
- Prá isso, não precisa nem a Neide ficar em casa. A Dirce é de confiança e pode ficar com uma chave. Vem de manhã, faz o serviço e deixa alguma coisa prá vocês jantarem. Quando terminar, vai embora.
Berenice:
- Isso é verdade. Só na parte da manhã dá prá fazer tudo.
Seu Jair:
- Vou pensar. Preciso combinar lá no trabalho. Amanhã eu falo com eles e dou uma resposta a vocês.
Agora, Nora, pode botar a comida que eu tô com fome.
Jairo:
- Vou tomar meu banho.
- É o tempo de esquentar e fritar o peixe.
Depois que todos jantaram, foram pai e filho ver televisão enquanto as mulheres iam ajeitar a cozinha.
Dona Nora:
- Tomara que o seu pai decida ir passear. Não estou reclamando, mas até que eu ia gostar de mudar de ares.
Neide perguntou:
- Prá onde gostaria de ir?
- Um lugar bem diferente daqui, de repente no mato, Costa Verde, por exemplo.
Neide:
- Tem lugares lindos pra aqueles lados. E é sossegado fora do período de festas. É uma boa opção.
E enquanto terminavam o serviço cada uma ia fazendo planos.
No dia seguinte, Neide procurou o departamento pessoal da empresa para saber da possibilidade de tirar férias.
Foi informada que poderia, já que tinha uma vencida e só faltavam quatro meses pra vencer a segunda, mas a empresa tinha que lhe dar a notificação das férias um mês antes de começar.
Neide explicou que era para os pais viajarem, que eles estavam precisando se distrair depois do que passaram com o problema da irmã e ficou combinado que assinaria a notificação com data retroativa, porém só sairia de férias em duas semanas. Tinha que programar o seu trabalho antes para não haver problemas com o andamento da empresa.
Combinado isso, foi preparado o documento que ela assinou.
Na hora do almoço, foi numa agência de viagens que havia perto do escritório e pegou vários prospectos de viagens. Procurou os que eram em fazendas, todos fora do Rio. Conhecia a mãe e sabia que se ficasse muito perto essa viagem não ia durar nem uma semana.
Voltou para o escritório e mostrou tudo para Alzira, que adorou principalmente um de um hotel fazenda em Minas Gerais. Neide comentou:
- Eu também escolheria esse, mas quem tem que dar a palavra final são eles.
E no final do dia levou tudo prá casa.
Depois de arrumarem a cozinha, Neide se sentou na sala junto com os outros e perguntou:
- Pai, o senhor já resolveu se vai se afastar ou continuar no trabalho?
- Vou continuar. Não ia me acostumar a ficar sem fazer nada, em casa, mas combinamos que eu vou tirar uns dias pra fazer um passeio com a tua mãe.
- Eu vou entrar de férias daqui a duas semanas. Vê se dá pra programar para enquanto eu estiver em casa.
- Vai dar sim. Eu também tenho que deixar algumas coisas encaminhadas antes de sair.
E perguntou a Dona Nora?
- Prá onde você quer ir?
- Você que escolhe. Eu prefiro um lugar que seja diferente daqui.
- Como assim?
- Um lugar no mato ou na praia. Se for pra ir prá um lugar cheio de gente e correria, a gente fica em casa mesmo. Sai mais barato.
Neide foi ao quarto e apanhou os prospectos que tinha trazido e entregou pra mãe.
- Dá uma olhada nisso aqui. Apanhei numa agência perto do trabalho e trouxe para vocês verem.
Os papéis começaram a correr de mão em mão e todo mundo começou a dar opinião. Uns preferiam praia outros o campo.
Seu Jair falou:
- Quando toda a família for viajar junto eu vou prestar atenção na opinião de vocês. Desta vez eu vou só com a Nora. Quem vai decidir é ela. E Nora, escolhe um lugar que dê pra ficar uns dez dias.
- Tanto tempo assim?
- Relaxa. Agora que a Neide vai ficar em casa, não temos com o que nos preocupar. Não temos crianças em casa.
- Vou olhar tudo com calma e depois te falo, mas a decisão tem que ser de nós dois. Vou escolher um local e depois discutimos.
E decidido isso, começaram a se recolher.
No quarto, Dona Nora comentou com o marido:
- Você não acha que foi um pouco grosseiro com os meninos?
- Porquê?
- Eles só estavam dando a opinião deles. Acho natural que se entusiasmem em ajudar a escolher um lugar pra gente ir.
- Se foi isso que pareceu, não foi a minha intenção. Só acho que quem tem que escolher, somos nós. Não adianta ir pela cabeça deles e depois não gostarmos do lugar. A gente ia culpar eles por isso. Quem têm que decidir somos nós dois. Mas amanhã falo com eles e peço desculpas.
- A diferença está na maneira de falar. Acho bom falar com eles sim. Agora que está tudo tão bem aqui não vale a pena criar um aborrecimento.
- Pode ficar sossegada. Não é minha intenção me aborrecer com ninguém. Só falei que somos nós que vamos decidir, porque vamos sozinhos. Aliás depois da Lua de mel é a primeira vez que viajamos sem eles.
- Por isso mesmo que deram palpite. Estão acostumados a programar os passeios juntos com a gente.
- Tem razão. Agora vamos dormir. Amanhã eu resolvo isso. Também não quero ninguém emburrado dentro de casa.
E foram se preparar para dormir.
No dia seguinte na mesa do café:
- Gente, ontem eu falei que quem vai decidir prá onde vamos somos nós porque vamos só eu e a Nora. Não foi minha intenção ser grosseiro com vocês. Estamos acostumados a decidir juntos, mas dessa vez vamos só os dois. É um programa de gente mais velha. Tem que ser um lugar mais calmo, diferente do que vamos quando estamos todos, entenderam?
Jairo falou por todos:
- Sem problema, pai. São vocês mesmos que tem que decidir. Todos nós entendemos isso.
E o resto da família assentiu. O clima da casa continuava leve.
O casal optou por um hotel fazenda no interior de Minas Gerais, porque além de ser no campo, oferecia diversos tipos de entretenimentos.
Na sexta-feira quando Neide chegou em casa, Dona Nora pediu a ela:
- Neide, você tem como ir comigo comprar umas roupas para a viagem. Quero comprar umas bermudas, uns dois vestidos novos prá mim e umas coisas pro teu pai.
- Claro mãe, mas então vamos levantar cedo e adiantar as coisas da casa. Fazer compras as vezes demora e o pessoal tem que almoçar.
- Porquê a gente não tira do freezer aquele monte de coisa que sobrou do churrasco.
- Boa idéia. Vamos botar prá descongelar antes de deitar e de manhã a gente tempera. Faz um arroz, uma farofinha e deixa as meninas cortando os legumes da maionese e o molho a campanha, se a gente demorar eles vão assando enquanto esperam.
- Eu acho que vai ser mais ou menos rápido, que eu sei aonde ir e tenho idéia do que vou comprar.
- Não estou com pressa mãe. Mas a loja pode estar cheia, você precisar ir em várias. Também não vai comprar qualquer coisa prá não perder tempo.
As lojas abrem as nove, saindo daqui as oito e meia, dá prá deixar tudo encaminhado.
- Combinado.
- E se faltar fazer alguma coisa as meninas se viram.
- Tenho certeza que vão fazer de boa vontade.
A noite, depois de combinarem com toda a família, antes de se recolherem, tiraram tudo do freezer e deixaram descongelando na pia.
De manhã acordaram um pouco mais cedo e limparam e já deixaram tudo temperado, dentro de bacias, que deram um jeito de tampar. Fizeram o arroz, a farofa e como ainda estivesse cedo, começaram a descascar as batatas para a maionese.
Quando o restante da família se juntou a elas para o café, estavam com tudo quase pronto.
Berenice se ofereceu para fazer o que faltava e foram se arrumar para sair.
Iam animadas.
Ao chegarem ao centro comercial que haviam escolhido, logo na primeira loja, compraram grande parte das coisas.
Neide lembrou a mãe que ela devia comprar também calçados novos.
Foram a uma sapataria e resolveram logo a questão, aproveitando para comprar duas sandálias e chinelos novos para Seu Jair.
Dali, foram a uma loja de produtos masculinos para resolverem o que iam levar para Seu Jair.
Terminadas as compras, cheias de bolsas, chamaram um carro de aplicativo e satisfeitas voltaram para casa.
Quando chegaram, encontraram pai e filho já na churrasqueira, assando o que elas tinham deixado, muito animados.
Seu Jair tinha comprado bebidas, o carvão e tinha virado festa.
Berenice havia chamado Júlio, que trouxe Alzira e o clima de alegria seguiu pela tarde toda.
Depois do que haviam passado com o problema da Berenice, mereciam.
Quando decidiram terminar, tinha sobrado tanta coisa ainda que combinaram fazer o enterro dos ossos no dia seguinte.
Júlio se despediu de todos, juntamente com Alzira. E antes de saírem acertaram de passar para pegar Berenice cedo para irem a uma praia e na volta ficariam para o enterro.
Depois que foram embora, Dona Nora chamou Seu Jair para ver o que ela com Neide haviam comprado pra ele.
Gostou de tudo e ficou muito satisfeito com as compras também da mulher. Ela que tinha ido comprar dois vestidos e algumas bermudas, voltou com seis vestidos, várias bermudas, blusas, calçados novos e até roupas de baixo novas. Prá ela que era sempre muito econômica era de espantar. Dava prá ver que a expectativa da viagem dos dois, estava deixando ela muito alegre.
No dia seguinte depois que Júlio e Alzira vieram pegar Berenice, todos começaram a preparar os acompanhamentos do churrasco que iam tornar a fazer.
O ambiente era festivo.
Quando os três retornaram, deixaram Berenice em casa e foram rapidamente em casa tomar um banho pra voltar.
Quando todos se reuniram novamente a festa prosseguiu até cansados, se despedirem para o descanso. Tinham que se preparar para o dia seguinte.
Rapidamente Dona Nora com as filhas, arrumaram tudo e deixaram a cozinha limpa enquanto Seu Jair e Jairo arrumavam as coisas do lado de fora, no quintal.
Tomaram banho e foram direto pra cama. Já estava ficando tarde, mas tinha valido a pena.
As duas próximas semanas passaram voando e logo começaram as férias de Neide e Seu Jair. Como cada um tinha resolvido por tirar vinte dias de férias, programaram a viagem para a primeira quarta feira, com intenção de ficarem por dez dias fora.
No dia marcado, já de malas prontas, começou uma seção de recomendações das quais bem Dirce escapou. Dona Nora nunca tinha ido viajar deixando sua casa nas mãos de outra pessoa.
Quando saíram a caminho da Rodoviária, já estavam em cima da hora.
Júlio, sempre prestativo, foi levá-los.
Uma vez no ônibus é que Dona Nora conseguiu finalmente relaxar.
Quando chegaram em Minas ainda tinham que pegar um carro que o hotel fazenda colocava a disposição dos hóspedes, que tinham que avisar o horário de chegada com antecedência.
Chegaram no destino deslumbrados. O local apesar de ser no campo, tinha todo o luxo e conforto de um hotel de primeira.
Foram para o quarto se trazer da viagem. Tomaram banho e descansaram um pouco. Como estava muito tarde para o almoço, resolveram fazer um lanche e desceram para o refeitório.
Lá encontraram outros casais, também de férias. Logo fizeram amizade e se divertiam sempre, todos juntos.
Passados os dez dias, era hora de voltar. Combinaram continuar a manter o contato, para combinarem um outro encontro ali ou em qualquer outro lugar nas próximas férias.
Quando estavam já com tudo pronto, o carro aguardando, Dona Nora pediu se não podiam dar uma passadinha por São Lourenço.
Haviam passado a lua de mel lá e nunca mais tinham voltado.
Seu Jair fez as contas e viu que dava prá ficar pelo menos uns três dias lá antes de retornarem.
Ligou prá casa e avisou que ia demorar mais um pouco.
Depois de explicar que estava tudo bem e tinham resolvido esticar mais um pouco as férias, foram no carro do hotel até a Rodoviária e de lá tomaram um ônibus para o novo destino.
Lá chegando ficaram no mesmo hotel que tinham ficado quando casaram. Lugar pequeno, mas muito calmo e limpo. O ideal para casais mais maduros. Sem a barulheira dos maiores.
Passaram dois dias passeando pelo parque e no último dia, foram comprar lembranças para a família.
Não avisaram que estavam voltando.
Pegaram uma carona com outro casal, que também estava retornando para o Rio, e quando chegaram no centro tomaram um táxi rumo a casa.
Quando chegaram em casa, encontraram Neide na sala lendo, enquanto Dirce estava na cozinha preparando o jantar da família.
Neide se surpreendeu com a chegada dos pais sem avisar, mas ficou feliz em ver que eles tinham chegado renovados.
Dirce escutando vozes na sala, veio ver o que estava acontecendo.
Ficou satisfeita também em ver os patrões de volta e perguntou se queriam que preparasse alguma coisa para comerem. Já eram quase três horas da tarde e o horário de almoço já havia passado.
Dona Nora disse que haviam almoçado na estrada com o casal que havia dado carona a eles quando saíram de São Lourenço já que também eram do Rio e como troca de gentileza, pararam pra almoçar num restaurante na estrada.
Dona Nora disse que havia trazido lembranças para todos. Pegou a mala e entregou para Neide uma blusa linda que havia comprado e para Dirce um souvenir para ela levar de enfeite para casa. Dirce ficou emocionada por ter sido lembrada e para disfarçar, agradeceu e foi para a cozinha aumentar o jantar, já que teria mais duas pessoas.
Quando terminou de arrumar tudo, já era quase hora de ir embora. Se arrumou e foi.
Conforme os outros iam chegando e vendo os pais em casa, perguntaram sobre a viagem e ficavam felizes por eles terem voltado.
Depois de cada um receber sua lembrança foram por sua vez para o banho se preparar para o jantar.
O casal não tinha descansado desde a chegada e assim que acabaram de jantar se recolheu. Ainda era Terça feira e só teriam aquele resto de semana até Seu Jair e Neide retornarem aos seus trabalhos.
Logo a rotina da casa foi restaurada. E quando a semana terminou estavam descansados e satisfeitos.
Seu Jair combinou na empresa, assim que chegou que passaria a tirar férias todos os anos. Só que queria combinar de dividir em dois períodos de quinze dias cada. Em um daria um jeito de combinar com os filhos de tirarem férias todos juntos, prá passearem e no outro iria só com Dona Nora.
O patrão aceitou, e ele recomeçou a trabalhar satisfeito.
Havia se desligado da empresa e recebido todos os seus direitos, que continuando a trabalhar, fora uma pequena parte que usou na viagem junto com o das férias, o restante estava bem guardado no banco e lá ficariam para esse fim.
Era a hora da colheita.
Depois de tantos anos na mesma empresa, galgando degrau por degrau, ia começar a se distrair mais, não só com a família toda, mas tinha gostado muito de ir para um lugar mais calmo somente com a mulher e queria continuar fazendo isso.
Com as férias divididas em dois períodos ia dar prá com todo mundo ir para um lugar mais agitado, porque os filhos ainda eram novos e depois para a calmaria levando somente a Nora.
Quando na hora do jantar, todos estavam reunidos, expôs seus planos que foi aceito e comemorado por todos.
Jairo falou:
- Pena que vamos ter que esperar um ano. Você e Neide voltaram de férias agora.
Seu Jair respondeu:
- Passa tão rápido. Quando a gente perceber já chegou.
Berenice que até agora estava calada:
- Pai, eu ia esperar prá falar com vocês depois, mas eu e o Júlio estamos pensando em nos casar em menos de um ano. Enquanto vocês estavam fora, conheci os pais dele e nos demos muito bem. Acho que já está na hora de casarmos. Ele até já comprou um apartamento e vamos começar a mobiliar. Acho que em uns seis meses estaremos com tudo pronto.
Depois de receber a felicitação de todos Seu Jair quis saber o que eles queriam de presente. Podiam escolher um cômodo completo que seria o presente dele e da mãe.
Berenice ficou de combinar com Júlio e responder depois.
A partir dali começaram os preparativos para o casamento e o tempo passou voando.
Quando chegou o grande dia, foi com muito orgulho que Seu Jair entregou filha no altar para Júlio. Sabia que não tinha perdido uma filha, e sim ganhado mais um filho.
Durante a festa de casamento, onde havia muita gente que trabalhava com Júlio no hospital, notaram que Neide estava sempre conversando com um rapaz.
Perguntaram a Júlio quem era e ele falou que era um ortopedista amigo dele.
Seu Jair ficou preocupado porque era um rapaz um pouco mais velho que Júlio e perguntou se era solteiro, ao que Júlio respondeu que sim, sossegando o coração do pai.
Ao final da festa, depois que os noivos saíram, viram quando o rapaz e Neide marcaram um encontro para o dia seguinte.