Capítulo 33: A Assinatura Eu nunca imaginei que teria medo de descobrir a verdade sobre o meu próprio pai. Durante vinte e quatro anos, eu tive medo de conta de hospital, medo de perder minha mãe, medo de ser mandada embora da Vanderbilt. Mas nunca tive medo do meu pai. Ele era meu herói cansado. Passei anos acreditando que ele era apenas um homem humilde, motorista de caminhão, tentando manter a família unida depois da falência da empresa que nunca existiu. Ele nunca reclamava. Nunca deixava faltar comida em casa, mesmo quando era arroz com ovo todo dia. Mesmo quando eu percebia o cansaço estampado no rosto dele, as olheiras fundas, as mãos rachadas de tanto dirigir, ele sorria para mim e dizia que tudo ficaria bem, que um dia a gente ia ter casa sem mofo. Agora... eu já não sabia mais

