## đź“– CapĂtulo 5: A RuĂna da InocĂŞncia
### 🕊️ POV: Elena
O silĂŞncio que se seguiu Ă saĂda daquela mulher era quase pior do que os gemidos que haviam ecoado antes. Eu continuava encolhida no quarto onde os seguranças tinham me trancado apĂłs o "show" na sala. Era um quarto imenso, luxuoso, com uma cama king-size que parecia um altar de sacrifĂcio.
Eu não consegui pregar o olho. Cada rangido da cobertura me fazia saltar. Meu corpo inteiro ainda reagia à crueza do que eu tinha testemunhado. Eu odiava Ares Vanderbilt com cada fibra do meu ser. Odiava a forma como ele reduzia mulheres a objetos. E, acima de tudo, odiava a queimação persistente entre as minhas próprias pernas, uma traição biológica covarde provocada pela visão daquele monstro loiro dominando tudo ao seu redor.
Passava das trĂŞs da manhĂŁ quando ouvi o clique da fechadura da porta do quarto.
O pânico me atingiu como uma descarga elétrica. Levantei-me da cama em um salto, recuando até que meus calcanhares batessem na parede de vidro que dava para o abismo da cidade.
A porta se abriu. Ares entrou.
Ele exalava uma energia perigosa, violenta, muito diferente do tĂ©dio sarcástico de mais cedo. A camisa branca estava levemente desalinhada, sem gravata, e os primeiros botões abertos mostravam o inĂcio do peito musculoso. Ele cheirava a chuva, uĂsque e algo metálico que fez meu instinto gritar: *perigo*. Os cabelos loiros estavam bagunçados pelo vento, e os olhos cinzentos dele estavam fixos em mim como os de um predador que finalmente encurralou a caça.
Ele fechou a porta atrás de si. O som do trinco pareceu um tiro no meu peito.
— O que você quer? — minha voz saiu trêmula, um sussurro desesperado na escuridão do quarto iluminada apenas pelas luzes da cidade.
Ares não respondeu imediatamente. Ele caminhou na minha direção com passos lentos, preenchendo o espaço até que o ar parecesse faltar nos meus pulmões.
— Eu tentei tirar vocĂŞ da minha cabeça, boneca — a voz dele era um barĂtono rouco, perigoso. — Mas aquela v***a na sala nĂŁo serviu de nada. Quanto mais ela gritava, mais eu queria ouvir a sua voz.
— Fique longe de mim! — Reuni as poucas forças que me restavam e tentei empurrá-lo quando ele se aproximou demais. Minhas mĂŁos espalmaram-se contra o peito rĂgido dele, mas foi como tentar mover uma parede de rocha.
Ares soltou uma risada baixa, sombria. Em um movimento rápido e impiedoso, ele segurou meus dois pulsos com apenas uma das mãos, erguendo-os acima da minha cabeça e prendendo-os contra a parede de vidro. O choque térmico do vidro gelado nas minhas costas contrastou violentamente com o calor sufocante do corpo dele que se prensou contra o meu.
— Me solta! Você está me machucando! — menti, o aperto dele era firme como algemas de aço, mas não o suficiente para quebrar meus ossos. Era uma demonstração pura de dominância.
— Você não viu nada ainda, Elena — ele sussurrou contra o meu pescoço, o hálito quente fazendo meu corpo inteiro se arrepiar. — Eu avisei que você era minha. Cada pedaço seu. E eu estou com pressa.
Com a mĂŁo livre, ele agarrou o tecido da minha blusa simples de algodĂŁo e puxou para baixo de uma vez. O som do tecido se rasgando foi o gatilho para o meu desespero. Tentei chutar, tentei me contorcer, mas Ares usou o prĂłprio peso e a perna musculosa para imobilizar meu corpo contra o vidro.
Ele não foi gentil. Não havia espaço para romance ali, apenas uma possessividade selvagem e bruta. Ele mordeu a linha do meu pescoço, arrancando um arquejo de surpresa dos meus lábios, e desceu a boca para os meus s***s expostos, sugando e marcando a minha pele com uma intensidade que me fez arquear as costas na direção dele.
— Olhe para mim — ele ordenou, afrouxando o aperto nos meus pulsos apenas para segurar meu rosto com força, forçando meus olhos azuis a encontrarem o cinza tempestuoso dos dele. — Grite o quanto quiser, boneca. Mas você vai lembrar do meu nome a cada segundo.
Ares desceu a mão pela minha cintura, arrancando o restante das minhas roupas com uma brutalidade focada. Quando seus dedos quentes e calejados tocaram a minha i********e, soltei um gemido sufocado que tentei engolir. Eu estava completamente molhada, uma humilhação que ele percebeu imediatamente.
Um sorriso sarcástico e vitorioso dançou nos lábios dele.
— Olha só para você... com tanto medo e tão pronta para mim — ele zombou no meu ouvido, a voz rouca de t***o.
Sem qualquer preliminar suave, Ares abriu a própria calça. Ele me ergueu um pouco, forçando minhas pernas a se envolverem ao redor da sua cintura, e se posicionou. Olhei para o rosto dele, para os traços perfeitos de Deus Grego distorcidos pelo desejo mais sombrio, e fechei os olhos, esperando a dor.
Quando ele me penetrou, o golpe foi profundo, bruto e implacável.
Soltei um grito agudo que ecoou pelo quarto. O impacto me preencheu por completo, esticando meu corpo ao limite. Era demais. Grande demais, intenso demais, violento demais. Mas, junto com a dor da invasão, uma onda de prazer avassaladora me atingiu como um tsunami, fazendo minha parede pélvica se contrair ao redor dele.
Ares rosnou, o som puramente animal batendo contra o meu ouvido. Ele começou a se mover. Cada estocada era rápida, selvagem, batendo meu corpo contra o vidro da janela que tremia a cada impacto. Ele me possuĂa com a fĂşria de quem queria reivindicar nĂŁo apenas o meu corpo, mas a minha alma. As mĂŁos dele cravavam-se nos meus quadris, deixando marcas arroxeadas que serviriam como um lembrete do meu dono na manhĂŁ seguinte.
— Ares... por favor... — eu chorava, minha mente implorando para que parasse, mas meu corpo implorando por mais, movendo-se no mesmo ritmo frenético que o dele. Eu estava afundando no inferno dele e, de alguma forma doentia, estava amando.
— Diga que é minha, Elena. Diga! — ele exigia, desferindo estocadas ainda mais profundas que me faziam perder o fôlego, me levando direto para o limite do abismo.
— S-sua... eu sou sua... — confessei, derrotada, as lágrimas correndo pelo meu rosto enquanto o clĂmax me atingia com a força de uma explosĂŁo. Minhas paredes internas sugaram-no de forma frenĂ©tica, me fazendo tremer inteira nos braços dele.
Ao ouvir a minha rendição, Ares soltou um rugido baixo e deu as Ăşltimas trĂŞs estocadas brutais, afundando o máximo que pĂ´de dentro de mim, despejando seu sĂŞmen quente no fundo do meu ventre. O corpo dele tensionou-se por completo, os mĂşsculos das costas rĂgidos como ferro, enquanto ele se esvaziava em mim.
Ele permaneceu ali por alguns longos segundos, com a testa apoiada no meu ombro, nossas respirações confundindo-se no silêncio que retornava.
Quando ele finalmente se afastou, me deixando escorregar pela parede de vidro atĂ© o chĂŁo, o calor dele sumiu, sendo substituĂdo pelo frio do quarto. Olhei para cima, com a visĂŁo embaçada. Ares ajeitava as roupas com a mesma frieza mecânica de antes, mas os olhos cinzentos que me encaravam no chĂŁo tinham um brilho de posse absoluto.
Eu tinha sido quebrada. O medo ainda estava ali, mas agora, o vĂcio dele tinha acabado de ser injetado no meu sangue.