Capítulo 15: O Instinto da Presa Ponto de vista Elena O rangido do assoalho foi minha sentença. Pelo vão da porta vi o vulto se mover rápido, como cobra, na direção do meu quarto. Não tinha tempo de gritar. Não tinha tempo de chorar. Olhei ao redor do quarto escuro em desespero. Cama no centro, guarda-roupa espelhado no canto e, no criado-mudo, a única coisa que Ares deixou pra trás: o abajur pesado de metal com base de mármore. Arranquei da tomada com puxão seco. Segurei a haste com duas mãos, mármore frio na palma suada. Peso quase me desequilibrou, mas adrenalina segurou. Em vez de me esconder embaixo da cama onde seria alvo fácil, dei três passos rápidos pro lado, atrás da folha da porta que abria pra dentro. Prendi respiração. Coração batendo tão forte que achei que ele ia ouvir

