Capítulo 23

776 Words

Polly Thelma pega sapatos como quem avalia obras de arte… vira, olha o salto, analisa o material, checa o conforto. — Esse não — ela decreta sobre um escarpim. — Muito óbvio. — E esse? — pergunto, mostrando uma sandália de tiras finas. — Muito vulgar pra sogra bilionária — ela analisa. — Você quer que ela te ame, não que ela te veja como ameaça. No fim, encontramos. Um sapato elegante, refinado, com salto na medida, cor neutra, acabamento impecável, caro o suficiente pra doer no cartão, bonito o suficiente pra valer o golpe. — Agora sim — Thelma diz, satisfeita. — Sua sogra vai gostar de você só por isso. Eu respiro aliviada, até lembrar da segunda parte. — Falta o sogro — digo. — Charutos… cubano. Thelma ajeita a bolsa no ombro. — Eu sei a loja certa — garante. — A mais confiáve

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