Polly O ano novo chega com fogos, abraços apertados e a ausência do meu noivo. Meus pais me acolhem na sala apertada de sempre, com a mesa cheia de comida, os gêmeos correndo pra lá e pra cá falando ao telefone e minha mãe chorando de emoção porque a filha vai casar daqui a pouco. Eu explico que o Kaius precisou viajar a trabalho e não conseguiu voltar a tempo. — Vida de Ceo é assim mesmo — meu pai diz, tentando não demonstrar frustração. — No ano que vem, vocês passam juntos. O importante é que ele venha no ano novo, como combinamos. Faço que sim com a cabeça e falo do noivado, do Natal na mansão, do cartão Black que ele me deu. Meus pais se dividem entre orgulho, preocupação e aquele olhar de “espero que ele mereça você”. Se eles soubessem que, desde o Natal, meu celular virou linha

