O melhor ainda está por vir

1551 Words
Me sento em frente ao computador enquanto olho os anúncios de emprego. Já se passou um mês desde o meu encontro com Marcus e, mais importante do que isso, com William Parker. A vida não tem sido tão emocionante desde então. - Já vi essa mesma postagem sete vezes... Luma, minha gata sphynx sobe no meu colo e pisa nas teclas do notebook, apagando minha pesquisa. - Como vou encontrar um novo emprego nesse ritmo? Uma notificação no meu celular chega. É uma mensagem de Taylor, um cara com quem tive dois encontros, mas ao mesmo tempo chatos. Whatsapp: Taylor: Como está indo a caça ao emprego? Taylor é um cara legal...mas ele é tão focado em seu trabalho. Não consigo imagina-lo tentando ser romântico. Tento imaginar Taylor me dando um buquê de flores...mas logo a imagem dele é substituída por outro rosto em minha mente. William Parker. Balanço a cabeça, focando de novo na mensagem de Taylor. Eu: Não está indo muito bem. Estou começando a me arrepender de ter saído do meu último emprego. Eu achei que em Nova York fosse ter pelo menos um trabalho que tivesse haver comigo. Taylor: O mercado está em um momento difícil, mas logo você encontrará alguma coisa. Obrigada, Taylor. "Só tenho mais uma semana no meu trabalho atual. Não posso parar de procurar. Me concentro novamente na tela do notebook, mas o celular vibra novamente. Whatsapp Taylor: Vêm treinar comigo. Vai ser bom pra aliviar o estresse. "A ideia de suar até liberar meu estresse não é tão atraente, mas é melhor do que ficar olhando essas vagas de emprego." Eu: Eu topo. O exercício vai ajudar a clarear minhas idéias. Taylor: Ótimo! Então, te encontro na academia em uma hora? Eu: Com certeza! Vou até o guarda-roupa e procuro uma roupa para treinar. Chego a academia alguns minutos mais cedo. - Pronta para desfrutar de um treino revigorante? Taylor sorri enquanto corre até mim. - Alguém realmente se senta pronto pra isso na vida? - Você se sentirá melhor depois do treino. Um dia sem um bom treino não parece produtivo para mim. Depois de uma hora e muitos aparelhos diferentes, sinto como se meu corpo tivesse sido triturado. - Pronta para algumas braçadas de relaxamento na piscina? - Parece ótimo. Beber, tomar banho, nadar...qualquer coisa com água parece uma boa ideia agora. - Quer que eu pegue um copo de água pra você? - Oh, não. Eu estou bem. Taylor me leva em direção a piscina. Ele é tão sério, tão focado em atividades físicas...ele não demonstrou metade desse interesse em me conhecer. Estou tentando encontrar algum sinal de força em meu corpo para fazer mais alguns exercícios, quando dou de cara com um peitoral forte e firme. - Ah...Desculpa. Eu não estava olhando... - Nunca reclamarei se trombar com você. Olho para cima e vejo William Parker sorrindo para mim, seus lábios formam um sorriso malicioso. Em um segundo, acabo reparando no seu abdômen bem definido e na toalha enrolada na cintura dele. - Wi...William... - Não sabia que você ficava tão fofa quando perdia a fala, bombom. Como se tentasse quebrar o encantamentoque está rolando, Taylor coloca a mão no espaço entre nós dois. Dou um passo para longe de William e Taylor pousa a mão em meu ombro. "Essa é a primeira vez que ele me toca...e é só porque o William está aqui. Não é exatamente romântico. - É um amigo seu Jules? Olho para William, o sorriso dele permanece firme. Ele levanta uma sobrancelha para mim em desafio. - Sim, bombom. Porquê você não conta a história? Ele enfatiza o apelido de um jeito lento e suave. - Eu adoraria ouvir você contar. Há o mesmo brilho em seus olhos, mostrando que ele está ansioso para me ver jogando junto com ele. Já faz um mês e William ainda se lembra das histórias que contamos naquela noite!; Como se fosse uma piada interna nossa...Não quero desaponta -lo agora. - Na verdade...William é meu amor de infância. O rosto bonito de William se ilumina, seus olhos castanhos brilham de excitação. - Namoramos na oitava e nona série. Tivemos algumas primeiras vezes, nos amávamos, éramos jovens e estúpidos. William dá gargalhadas de um jeito animado. - Jovens, estúpidos...e muito apaixonados. Taylor parece cético. - Alguém realmente se apaixona no ensino médio? - Nós nos apaixonamos. William me olha suavemente, como se apreciasse uma obra de arte. Por um momento esqueço que tenho companhia. Me viro na direção de Taylor. - Nós terminamos no Colégio e na faculdade perdemos completamente o contato. - Mas então eu a encontrei outro dia em um jantar e cara, ela continua linda. Do jeitinho que eu lembrava dela. Os olhos dele focam no meu rosto por um momento, tão intensamente que eu fico sem jeito. Taylor limpa a garganta e William desvia o olhar, sorrindo para ele. - Ela é tão deslumbrante que me faz esquecer das boas maneiras. - Meu nome é William. - Taylor. Os dois apertam as mãos com um pouco mais de firmeza do que o necessário. - Bem, acho que vou deixar vocês dois colocarem o papo em dia então. - Estarei na piscina quando você terminar, Jules. Taylor atravessa as portas dos vestiários, deixando eu e William a sós. - Então, como você está? - Vejo que você não está aqui com o incrivelmente e interessante Marcus Ward. - Claro que não. Taylor e eu começamos a sair agora. É recente. - Ele é um i****a! William diz isso com tanta naturalidade que eu acabo levando um segundo para registrar. - Oi? - Ele deixou um homem seminu com a garota dele, sem ao menos questionar os meus motivos... e está nadando sozinho quando poderia ter você em um maiô molhado ao lado dele. William encolhe os ombros, como se tivesse provado a própria teoria. - i****a! - Hum...Isso é rude. - Posso ser rude, mas também estou certo. É preciso ser um homem muito descuidado para simplesmente abandonar uma mulher como você. - Você nem conhece ele. William encolhe os ombros. - Estou começando a achar que você também não. Fico em silêncio e ele por sorte muda de assunto. - Então, o que te traz a academia? - Estou procurando um emprego e isso está me deixando estressada. Taylor achou que um bom treino me ajudaria. - Certamente não é o que eu sugeriria para aliviar o estresse. Não com você. Fico sem graça com a insinuação dele. - William... - Ok, vou deixar o cara em paz. Tenho certeza de que ele é bom o suficiente...embora ele não saiba o que tem nas mãos. - Vamos. Converse um pouco comigo Jules. William me leva até espreguiçadeiras acolchoadas. Ele se senta em uma próxima a mim. - Então, você a caça ao trabalho perfeito. Me fale sobre isso. - Eu fiz duas entrevistas de emprego e...estou pensando em desistir e trabalhar no circo. - Você acha que eu daria uma boa palhaça? Ou uma boa acrobata? - Por mais que eu adore a ideia de ver você na corda bamba bombom, acho que existem outras opções. - O que você faz? - Atualmente sou diretora de marketing da Look Cosmetics. - Porquê você está saindo? Fico tensa com a pergunta, desvio os olhos dele. "Essa é uma história que ainda não estou pronta para contar ao William Parker." - Estou apenas procurando uma nova oportunidade. William fica em silêncio por um momento, mordendo o lábio de um jeito concentrado. - Na verdade, conheço uma pessoa que trabalha como recrutadora. Que tal eu colocar vocês em contato? - Uau! Sério? - Nem sei o que dizer bombom, você desperta a minha generosidade. "Minha busca por um emprego está começando a ficar desesperadora..e William está sendo tão gentil em ajudar. Não quero parecer ingrata." - William, obrigada. Isso significa muito. - Essa busca por emprego está pra lá de desanimada. Seria bom ter uma ajuda. - É o mínimo que eu posso fazer pela minha namorada favorita do ensino médio. - Favorita? William ri e vira o olhar para o chão. - Minha única, na verdade. Não fui o cara mais charmoso na minha juventude. Sem encontros até a faculdade. - De alguma forma, acho isso muito difícil de acreditar. Olho ansiosamente para William. - Mas eu não quero te atrapalhar. - Não me atrapalha em nada. Ela é como um ção farejador, sabe das melhores oportunidades, conhece todo mundo. - Tenho certeza de que ela ajudará a encontrar muito mais oportunidades do que essas buscas em sites de emprego. William estende a mão e toca levemente o meu ombro. - Sério Jules, estou muito feliz em ajudar. Estou até ansioso. - Bem, então chegamos ao momento em que você me dá o seu telefone bombom. - Para fins de recrutamento profissional, obviamente. - Bem...se for estritamente profissional. Você pode mandar uma mensagem pra você mesmo do meu celular. William pega meu celular, e depois de alguns instantes, ele devolve e se aproxima. Assim como da última vez, a mão dele encontra as pontas dos meus cabelos, ele inclina meu rosto para cima. - Manteremos contato, bombom. Ele deposita um beijo delicado em minha testa...E com a mesma rapidez, ele se afasta, me deixando sem fôlego.
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