Nunca andei por toda Tárcia, nunca tive permissão para ir além do povoado mais próximo. Queria que Caio pudesse ver como era daqui, queria dizer a ele que não fui jogada em um calabouço, tão pouco arrastada pelos cabelos, queria que ele soubesse que estou bem, que ele estivesse aqui para sorrir e falar alguma asneira. — Senhorita! — Uma mulher baixinha, de rosto redondo e olhos amigáveis, entrou no quarto. — Sim! — Falo olhando para o jeito dela, a forma como todos sempre nos olham: uma devoção cega, é assustador como amar e machucar é o mesmo para algumas pessoas. — Serei sua criada pelo tempo que estiver aqui. — Ela diz fazendo uma pequena reverência. — Então não me aguenta por muito tempo. — Ela com certeza não tem bom humor. — Deseja algo? — A criada pergunta, olhando para bandeja

