Prólogo

462 Words
Há muito tempo atrás semi deuses desceram a terra, eles se divertiam distribuido magia e causando o caos na terra. Mas não é sobre eles que iremos falar e sim sobre o que eles deixaram para trás, pois os deuses só davam bênçãos para os humanos através de sacrifícios e mesmo depois que eles se foram os humanos continuaram com a tradição. Em Tárcia a cada sete anos sete meninas eram dadas como tributo para o deus da guerra dessa forma saciavam sua sede de sangue e a paz reinava. Porém nem tudo é o que parece. Dominique O cheiro do frango que minha mãe assava me fazia perder a concentração, era a quinta flecha que passava longe do centro do círculo que meu pai tinha feito na árvore, ele estava do outro lado cortando lenha e uma hora ou outra me olhava, não me pressionava, mas sabia que era importante para ele que eu acertasse. — Esse eu acerto! — Afirmei, ajeitei meus ombros e então foquei no meio do círculo, respirei fundo e me preparei para atirar, mas um barulho estranho tirou a minha concentração e a flecha entrou para a floresta. Virei-me para olhar meu pai que apenas fez um movimento para que eu me aproximasse dele. O som das patas dos cavalos sobre o chão da floresta estava cada vez mais alto, eles deviam estar próximos e eu sabia que eram mais de um. — Dominique! — Minha mãe saiu da casa e olhou para o meu pai, ambos pareciam estar com medo, não entendi o porquê, meu pai era um guerreiro e não deixaria nada nos acontecer. — Vá até a sua mãe! — A ordem do meu pai era clara, ele parecia estar se preparando para uma batalha.  Eram os soldados da rainha, meu pai se aproximou dos cavaleiros que tinham armaduras douradas. Não consegui ouvir o que eles diziam, meu pai pegou a carta na mão de um deles e então agradeceu. O homem sorriu e cumprimentou minha mãe que logo me jogou para trás do seu corpo, como se para me proteger. E antes do meu pai falar qualquer coisa, minha mãe perguntou. — Ela foi escolhida, não foi? — A rainha de Tárcia a escolheu. — Meu pai baixou seu olhar, como se sentisse vergonha. — Para que papai? — Perguntei curiosa, e então ele me olhou de uma forma estranha, nunca vi meu pai com o olhar tão triste. — Não se preocupe, ficará tudo bem.  — Ele me pegou no colo e me abraçou forte. — Eu farei com que fique tudo bem. Ao seu lado estava minha mãe que apenas chorava. E naquele momento, mesmo sem entender exatamente o que acontecia, eu sabia que algo terrível estava para me acontecer.
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