NICOLE NARRANDO Quando penso em tudo o que já vivi nos últimos tempos, me parece estranho dizer que hoje minha vida está leve. Não perfeita, não sem problemas, mas leve. Eu me olho no espelho e reconheço uma versão de mim que, há pouco tempo, eu duvidava que fosse existir. Talvez porque, no fundo, eu mesma me boicotava, me prendia a lembranças que não me levavam a lugar nenhum. Principalmente quando o assunto era o DG. Se eu disser que nunca sofri por ele, estarei mentindo. Sofri, e muito. Mas agora, com uma sinceridade que me surpreende, posso falar que não sinto mais nada. Não penso nele, não sinto falta, não idealizo. É como se tivesse sido uma parte da minha vida que ficou trancada numa gaveta. Eu não preciso abrir, não preciso revisitar. Está lá, enterrado. E, talvez, a maior prov

