DIAS DEPOIS… — Malekith olha! — gritei. Ele estava com preguiça, resmungava sob a esteira e eu chacoalhei o corpo grande. — Acorda, macho! Tem um cervo gordo ciscando lá fora, vá pegá-lo! Ele levantou a cabeça, rosnou e se levantou, mostrando sua nudez. Eu tapei a boca, fiquei vermelha e dei umas olhadas rápidas, ele sorriu de lado, mas eu estava disposta a insistir. Numa tentativa de me pegar, ele se curvou, direcionou os braços para mim e eu desviei, me esquivando de um jeito rápido e contendo os babados do saiote, tentando me manter de pé. — Vai, pelado! Há dias estou comendo aquelas aves secas, eu quero um cervo gordo! — taquei-lhe a almofada velha e ele a segurou no ar, virou o traseiro pelado pra mim e espiou pela janela. — O que foi fazer lá fora nesse frio? A neve está fofa. —

