Embarcamos no avião antes das nove da manhã e fico surpresa quando um médico e dois enfermeiros uniformizados nos cumprimentam. Viro-me procurando os olhos de Lucas que olha o meu braço. — Faltam apenas alguns dias para o prazo final e não quero ir à clínica. Diz ele, sentando-me em um dos bancos da frente. Não demoraram muito para verificar se a tala estava cumprindo a sua função movimentando o meu braço, obrigando-me a fazer alguns exercícios assim que o avião fica estável. O avião está equipado com alguns equipamentos que ajudam. Eles são meticulosos em todas as tarefas que realizam e garantem uma boa cicatrização, inclusive nas costelas que há dias não me causam dor ou desconforto. Trocamos de avião em Porto Rico e eu me pergunto a que distância estávamos e o quão perdido eu estava

