Quer ir se deitar? - O cachorro me pergunta na maior cara de p*u.
- Talvez seria melhor. - Quando falo isso, ele começa a passar a mão mais em cima e entre minhas coxas, ele já descobriu o meu ponto fraco, só sei que me levanto com tudo quando sinto o seu toque no lugar certo, e sem perceber viro o copo de refri que estava na minha frente, e acaba me molhando e respigando algumas gotas nele.
- Droga! - Falo assim que vejo a bagunça que ficou.
Caleb apenas me olha com aquela cara de safado, me olha de cima abaixo e morde o lábio inferior, meu corpo todo se arrepia.
Olho para o meu corpo e percebo que meu baby doll está quase transparente.
- Duda, tá me ouvindo ?
- Oi mamãe.
- Você está bem ? - Ela pergunta enquanto limpa a bagunça.
- Sim, vou me trocar.
Não espero por sua resposta e subo as escadas as presas.
Entro no meu quarto fecho a porta atrás de mim, e fico me lembrando do jeito que Caleb me olhava.
- Esse homem ainda vai me matar.
***
Já tem alguns dias que não vejo o Caleb, após aquele incidente ele não apareceu na minha casa.
A escola continua do mesmo jeito, Andres ainda fica me ligando, sei que não temos futuro, mas ele me faz esquecer o Caleb, por algumas horas.
Não posso negar que sinto sua falta, sei que não nos falamos, mas a presença dele é surreal.
Estou deitada na minha cama e lembrando dele, meus pais saíram, foram um jantar de negócios, tenho certeza que ele deve estar junto. Fico surpresa quando meu celular toca, olho no visor é uma mensagem de um número desconhecido.
*** Message On ***
- Oi. “ XXX”
- Oi, quem é ? “Duda”
- Ainda não consegui te tirar da cabeça. “ Caleb.”
- Como você conseguiu o meu número ? “Duda”
- Falo que não te tiro da cabeça e você me faz essa pergunta ? “ Caleb “
- Desculpa, é que fiquei surpresa. “ Duda. “
- Venha até aqui... “ Caleb.”
- O que ? “ Duda”
- Venha até a minha casa, sei que seus pais saíram, aliás, eles estão em um jantar de negócios.
- Como você sabe ? “ Duda”
- Você é o chefe dele né ?! “ Duda”
- Vai vir ? “ Caleb”
*** Message Off ***
Não o respondo, apenas fico pensando se devo ou não ir até a casa dele.
Por fim coloco uma blusa preta de capuz por cima do meu baby doll, e desço as escadas as pressas, decido sair pela porta dos fundos, já é noite e com certeza Jenny está em casa e não posso correr o risco dela me ver, por mais que a minha casa fique entre as duas.
Saio para fora e começa a cair umas gotas de chuva, aperto os passos e em alguns metros estou parada na porta da casa dele.
Percebo que a porta só está encostada, aluz da cozinha está apagada, mas posso ver a luz da sala acesa.
Respiro fundo e empurro a porta.
- Caleb ? - Chamo por ele. – Caleb ?
- Estou aqui. – Ouço sua voz.
Anda até a sala e lá estava ele, sentado no sofá, com as pernas cruzadas mexendo no seu MacBook. E ele usa óculos, meu deus, que charme.
Ele usa uma camiseta branca e um calção de pano na cor cinza, seu cabelo está todo bagunçado, o que me tira o folego.
- Achei que não viria. – Ele fala e não desgruda seus olhos do MacBook.
- Fiquei na dúvida.
- Sente – se. – Ele coloca uma das suas mãos no sofá.
- Obrigada. – Fico sem jeito, e começo a pensar se realmente deveria estar ali.
- Por que a dúvida ?
- Você tem namorada e já faz alguns dias que não te vejo, aliás, como conseguiu i meu número ?
Ele coloca o MacBook na mesa de centro, e me encara.
- Precisei fazer uma viajem de trabalho no dia seguinte.
- Hum. – É a única coisa que sai da minha boca.
- Quer tomar alguma coisa ?
- Não, daqui a pouco meus pais chegam.
- Não se preocupe, serei avisado quando eles saírem de lá. – Não sei porque ainda fico surpresa com ele.
Nesse momento a chuva começa a ficar mais forte e começa uma melodia de trovões, uma melodia que não me agrada nenhum pouco.
- Aí. – Reclamo do barulho.
- Você tem medo ? – Ele pergunta e sorri.
- Um pouco. – Ele me encara. – Acho que já vou. – Digo e me levanto.
- Te chamei para jantar comigo, não sei se você gosta de macarronada.
Fico parada e também o encaro, e como a cor dos seus olhos é linda, um azul tão perfeito.
- Eu preparo. – Ele sorri e se levanta. – Venha.
Ele passa por mim e posso sentir o cheiro maravilhoso do seu perfume.
- Ah Caleb. – Murmuro pra mim mesma.
- Vai ficar aí ?
A casa dele é bem parecida com a minha, aliás todas as casas aqui são parecidas.
Acompanho até a cozinha.
- Sente – se. – Ele aponta em direção da bancada.
Me sento e fico observando o pegar as coisas no armário, os armários são todos pretos com marrom. Ele coloca a panela no fogo e começa a cortar alguns tomates para o molho.
- Quer ajuda ? – Não espero por sua resposta e vou levantando.
Ficamos bem perto um do outro, pego a faca da sua mão e sinto algo diferente quando nossas mãos se encostam sinto meu corpo todo se arrepiar.
- Você está bem ? – Ele pergunta e morde o lábio inferior.
- Sim.
Me viro e termino de cortar os tomates.
- Qual dia de Agosto ?
- O que ?
- Qual dia você completa 18 ?
- Ah. – Coloco os tomates na panela e começo a lavar a louça, Caleb se vira e fica esperando que eu diga algo. – Desculpa. – Falo sem jeito. – Dia 13.
- Então são apenas 5 meses. - Fico feliz e surpresa ao mesmo tempo por ele lembrar.
- Isso. – Sorrio por dentro.
Permanecemos em silencio, e descubro que gosto de ficar assim com ele, apenas o som dá chuva, aquele era romântico, pelo menos para mim. Termino de lavar a louça e volto a me sentar na bancada, Caleb continua preparando a macarronada, e o cheiro está maravilhoso.
Fico imaginando a sorte que a Georgia tem.
Ele coloca uma tolha na bancada e um suporte, e assim coloca a travessa na mesa.
- Aonde fica os pratos ?
- Ali. – Ele aponta em direção ao armário. – E na primeira gaveta os talheres.
Me levanto e pego os pratos e os talheres.
Eles nos serve e pega uma jarra de suco na geladeira, começamos a comer, e está maravilhoso.
- E aquele rapaz ? – Ele quebra o silêncio.
- Rapaz ? – Me faço, pois sei bem que ele está falando do Andres.
- Aquele que estava com você, no outro dia.
- Ah, o Andres. – Falo sem dar importância alguma. – O que tem ele ?
- Vocês são namorados ?
- Não exatamente, ele é irmão da minha melhor amiga e ... – Tomo um gole do suco.
- E ?
- Digamos que tínhamos uma amizade colorida.
- Tinham ? – Caleb parece estar mais interessado do que eu imaginava.
- Quase isso, ainda não me decidi.
- Ual. – Ele fala surpreso.
- O que foi ?
- Nada. – Ele pega nossos pratos e coloca na pia.
- E você tem a Georgia. – Me levanto e percebo que a chuva já tinha passado.
Seu celular toca, acho que meus pis já estão voltando.
- Ela não significa nada.
- Não é o que parece. – Ele pega seu celular. – Pelo menos não foi o que ela disse no outro dia.
- Seus pais já estão voltando. – Ele fala e se aproxima de mim.
- Obrigada pelo jantar. – Começo a ficar sem ar quando percebo que não há distância entre nós. – Preciso ir. – Minha voz sai em um murmuro.
Caleb simplesmente me segura pela cintura com uma das suas mãos, e com a outra ele segura o meu queixo, isso faz com que eu o encare, a essa altura meu coração já que sair pela boca.
- Respira Duda. – Ele fala com um tom de voz tão sexy. Tento controlar a minha respiração. – Isso aí. – Ele dá um sorriso de canto, e por fim ele me beija.
Fico paralisada por alguns segundos, mas me entrego ao seu beijo, seguro sua nuca e o puxo para mais perto.
E como eu estava com saudades de sentir seus lábios macios.
Me sinto nas nuvens, sentir o cheiro do Caleb tão perto me leva a loucura.
Ele simplesmente me da impulso para que eu pule em seu colo, e ele me coloca sentada na bancada.
- Por que você não colocou outra roupa ?! – Ele fala entre nosso beijo.
- Se você quiser eu posso ficar sem ela. – Ameaço tirar o meu moletom.
- Não Duda, por favor não.
Sorrio por saber que o deixo vulnerável., puxo ele para mais um beijo.
- Droga! – Ouço o barulho do carro dos meus pais.