Capitulo 5.

1613 Words
Quer ir se deitar? - O cachorro me pergunta na maior cara de p*u. - Talvez seria melhor. - Quando falo isso, ele começa a passar a mão mais em cima e entre minhas coxas, ele já descobriu o meu ponto fraco, só sei que me levanto com tudo quando sinto o seu toque no lugar certo, e sem perceber viro o copo de refri que estava na minha frente, e acaba me molhando e respigando algumas gotas nele. - Droga! - Falo assim que vejo a bagunça que ficou. Caleb apenas me olha com aquela cara de safado, me olha de cima abaixo e morde o lábio inferior, meu corpo todo se arrepia. Olho para o meu corpo e percebo que meu baby doll está quase transparente. - Duda, tá me ouvindo ? - Oi mamãe. - Você está bem ? - Ela pergunta enquanto limpa a bagunça. - Sim, vou me trocar. Não espero por sua resposta e subo as escadas as presas. Entro no meu quarto fecho a porta atrás de mim, e fico me lembrando do jeito que Caleb me olhava. - Esse homem ainda vai me matar. *** Já tem alguns dias que não vejo o Caleb, após aquele incidente ele não apareceu na minha casa. A escola continua do mesmo jeito, Andres ainda fica me ligando, sei que não temos futuro, mas ele me faz esquecer o Caleb, por algumas horas. Não posso negar que sinto sua falta, sei que não nos falamos, mas a presença dele é surreal. Estou deitada na minha cama e lembrando dele, meus pais saíram, foram um jantar de negócios, tenho certeza que ele deve estar junto. Fico surpresa quando meu celular toca, olho no visor é uma mensagem de um número desconhecido. *** Message On ***  - Oi. “ XXX” - Oi, quem é ? “Duda” - Ainda não consegui te tirar da cabeça. “ Caleb.” - Como você conseguiu o meu número ? “Duda” - Falo que não te tiro da cabeça e você me faz essa pergunta ? “ Caleb “ - Desculpa, é que fiquei surpresa. “ Duda. “ - Venha até aqui... “ Caleb.” - O que ? “ Duda” - Venha até a minha casa, sei que seus pais saíram, aliás, eles estão em um jantar de negócios. - Como você sabe ? “ Duda” - Você é o chefe dele né ?! “ Duda” - Vai vir ? “ Caleb” *** Message Off *** Não o respondo, apenas fico pensando se devo ou não ir até a casa dele. Por fim coloco uma blusa preta de capuz por cima do meu baby doll, e desço as escadas as pressas, decido sair pela porta dos fundos, já é noite e com certeza Jenny está em casa e não posso correr o risco dela me ver, por mais que a minha casa fique entre as duas. Saio para fora e começa a cair umas gotas de chuva, aperto os passos e em alguns metros estou parada na porta da casa dele. Percebo que a porta só está encostada, aluz da cozinha está apagada, mas posso ver a luz da sala acesa. Respiro fundo e empurro a porta. - Caleb ? - Chamo por ele. – Caleb ? - Estou aqui. – Ouço sua voz. Anda até a sala e lá estava ele, sentado no sofá, com as pernas cruzadas mexendo no seu MacBook. E ele usa óculos, meu deus, que charme. Ele usa uma camiseta branca e um calção de pano na cor cinza, seu cabelo está todo bagunçado, o que me tira o folego. - Achei que não viria. – Ele fala e não desgruda seus olhos do MacBook. - Fiquei na dúvida. - Sente – se. – Ele coloca uma das suas mãos no sofá. - Obrigada. – Fico sem jeito, e começo a pensar se realmente deveria estar ali. - Por que a dúvida ? - Você tem namorada e já faz alguns dias que não te vejo, aliás, como conseguiu i meu número ? Ele coloca o MacBook na mesa de centro, e me encara. - Precisei fazer uma viajem de trabalho no dia seguinte. - Hum. – É a única coisa que sai da minha boca. - Quer tomar alguma coisa ? - Não, daqui a pouco meus pais chegam. - Não se preocupe, serei avisado quando eles saírem de lá. – Não sei porque ainda fico surpresa com ele. Nesse momento a chuva começa a ficar mais forte e começa uma melodia de trovões, uma melodia que não me agrada nenhum pouco. - Aí. – Reclamo do barulho. - Você tem medo ? – Ele pergunta e sorri. - Um pouco. – Ele me encara. – Acho que já vou. – Digo e me levanto. - Te chamei para jantar comigo, não sei se você gosta de macarronada. Fico parada e também o encaro, e como a cor dos seus olhos é linda, um azul tão perfeito. - Eu preparo. – Ele sorri e se levanta. – Venha. Ele passa por mim e posso sentir o cheiro maravilhoso do seu perfume. - Ah Caleb. – Murmuro pra mim mesma. - Vai ficar aí ? A casa dele é bem parecida com a minha, aliás todas as casas aqui são parecidas. Acompanho até a cozinha. - Sente – se. – Ele aponta em direção da bancada. Me sento e fico observando o pegar as coisas no armário, os armários são todos pretos com marrom. Ele coloca a panela no fogo e começa a cortar alguns tomates para o molho. - Quer ajuda ? – Não espero por sua resposta e vou levantando. Ficamos bem perto um do outro, pego a faca da sua mão e sinto algo diferente quando nossas mãos se encostam sinto meu corpo todo se arrepiar. - Você está bem ? – Ele pergunta e morde o lábio inferior. - Sim. Me viro e termino de cortar os tomates. - Qual dia de Agosto ? - O que ?   - Qual dia você completa 18 ? - Ah. – Coloco os tomates na panela e começo a lavar a louça, Caleb se vira e fica esperando que eu diga algo. – Desculpa. – Falo sem jeito. – Dia 13. - Então são apenas 5 meses. -  Fico feliz e surpresa ao mesmo tempo por ele lembrar. - Isso. – Sorrio por dentro. Permanecemos em silencio, e descubro que gosto de ficar assim com ele, apenas o som dá chuva, aquele era romântico, pelo menos para mim. Termino de lavar a louça e volto a me sentar na bancada, Caleb continua preparando a macarronada, e o cheiro está maravilhoso. Fico imaginando a sorte que a Georgia tem. Ele coloca uma tolha na bancada e um suporte, e assim coloca a travessa na mesa. - Aonde fica os pratos ? - Ali. – Ele aponta em direção ao armário. – E na primeira gaveta os talheres. Me levanto e pego os pratos e os talheres. Eles nos serve e pega uma jarra de suco na geladeira, começamos a comer, e está maravilhoso. - E aquele rapaz ? – Ele quebra o silêncio. - Rapaz ? – Me faço, pois sei bem que ele está falando do Andres. - Aquele que estava com você, no outro dia. - Ah, o Andres. – Falo sem dar importância alguma. – O que tem ele ? - Vocês são namorados ? - Não exatamente, ele é irmão da minha melhor amiga e ... – Tomo um gole do suco. - E ? - Digamos que tínhamos uma amizade colorida. - Tinham ? – Caleb parece estar mais interessado do que eu imaginava. - Quase isso, ainda não me decidi. - Ual. – Ele fala surpreso. - O que foi ? - Nada. – Ele pega nossos pratos e coloca na pia. - E você tem a Georgia. – Me levanto e percebo que a chuva já tinha passado. Seu celular toca, acho que meus pis já estão voltando. - Ela não significa nada. - Não é o que parece. – Ele pega seu celular. – Pelo menos não foi o que ela disse no outro dia. - Seus pais já estão voltando. – Ele fala e se aproxima de mim. - Obrigada pelo jantar. – Começo a ficar sem ar quando percebo que não há distância entre nós. – Preciso ir. – Minha voz sai em um murmuro. Caleb simplesmente me segura pela cintura com uma das suas mãos, e com a outra ele segura o meu queixo, isso faz com que eu o encare, a essa altura meu coração já que sair pela boca. - Respira Duda. – Ele fala com um tom de voz tão sexy. Tento controlar a minha respiração. – Isso aí. – Ele dá um sorriso de canto, e por fim ele me beija. Fico paralisada por alguns segundos, mas me entrego ao seu beijo, seguro sua nuca e o puxo para mais perto. E como eu estava com saudades de sentir seus lábios macios. Me sinto nas nuvens, sentir o cheiro do Caleb tão perto me leva a loucura. Ele simplesmente me da impulso para que eu pule em seu colo, e ele me coloca sentada na bancada. - Por que você não colocou outra roupa ?! – Ele fala entre nosso beijo. - Se você quiser eu posso ficar sem ela. – Ameaço tirar o meu moletom. - Não Duda, por favor não. Sorrio por saber que o deixo vulnerável., puxo ele para mais um beijo. - Droga! – Ouço o barulho do carro dos meus pais.
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