Ela me olha com olhar confuso e surpreso. Engulo em seco, o que tem errado eu ser filha delas?
- Sou. - Digo com um certo receio.
- Sua mãe Larissa é a melhor ginecologista obstetra do Hospital Salvatore, e sua mãe Vivian é a melhor advogada da Flórida, se bobear até o melhor dos Estados Unidos. - Diz a ela como expressão totalmente confusa, surpresa e animada ?!
É, eu sei que minhas mães tem uma grande influencia aqui na Flórida e que são reconhecidas, mas nunca passado pela minha cabeça que eram assim tão necessários.
- É, acho que são.- Digo com um sorriso fraco sem rosto ainda um pouco confusa.
- Me mostre uma foto da sua família para mim ter certeza que são elas? - Ela me pediu, demorei alguns segundos para raciocinar, balancei a cabeça para afastar os pensamentos e tirei o celular do bolso.
Abro a galeria e procuro a foto que tiramos sábado no parque que estávamos.
- Aqui. - Disse estendendo o celular para ela pegar, ela pega e analisa bem a foto e me olha incrédula.
Me senti um pouco tímida sobre aquele olhar, encolhi os ombros e fiquei olhando para parado alguma reação.
- Você se parece muito com sua mãe, como não reparei nas semelhanças, caramba vocês são lindas.
Ela ao dizer isso sinto meu rosto queimar, ela percebe o que diz que abaixa a cabeça envergonhada. Ela me conta dos casos que minha mãe Vivian foi resolvedor para os avós dela lá em Cuba.
Agora eu entendi porque ela teve que viajar para Cuba diversas vezes.
Ficamos ali conversando sobre várias coisas, ela me contou que sua mãe Raquel é amiga de trabalho da minha mãe Larissa e que elas eram as melhores da Flórida.
Acabei descobrindo que a casa das minhas mães foi totalmente planejada pela sua mãe Gabriela. A cada segundo que se passava era bom está ao lado dela, ela me rir sem nenhum esforço.
Já estava escurecendo quando resolvemos ir para o quarto.
- Toma conta do espaço que agora também pertence a você, nada de mostrar ele para ninguém, ou eu vou tomar ele de você.
Digo em um tom de voz serio, ela levanta os braços em sinal de rendição me fazendo rir.
Vamos conversando até o quarto, incrível como ficamos a tarde toda conversando e o assunto não acabava.
Entramos no dormitório e Pietra estava deitada na minha cama. Folgada!
Ela encara eu e Eliza de cima a baixo e depois sorri maliciosa, Eliza me olha com um sorriso tímido e vai para o banheiro, Pietra senta na minha cama ainda me analisando da cabeça aos pés, ela olhou para a porta do banheiro fechada e depois olhou para mim.
- Onde vocês estavam? - Ela me pergunta em forma de sussurro, reviro os olhos e sento na ponta da cama. Respiro fundo antes de dá uma má resposta.
- Estava mostrando o Colégio para ela. - Disse me ajeitando melhor na cama. Pietra me olha desconfiada.
- Só isso mesmo? - Ela pergunta com um olhar intimidador.
- Sim, depois ficamos conversando. - Digo e reviro os olhos, Pietra é pior do que um agente do FBI.
Não demorou muito e Eliza sai do banheiro secando o rosto. Pietra olha para nós duas e depois sai do quarto.
- Vamos comer alguma coisa? Pergunto enquanto Eliza olha alguma coisa no celular, ela trava ele e coloca no bolso.
- Vamos. - Diz ela e da um sorriso, vamos andando até o refeitório, tinha alguns garotos saindo de lá, ficaram comendo a Eliza com os olhos e eu não sei porque, mas aquilo me incomodou e muito.
Chegamos ao refeitório e estava cheio, avistei meus amigos na mesma mesa de sempre.
Eu e Eliza fomos pegar nossa comida, percebi que algumas pessoas falavam e apontando para a morena ao meu lado, eu senti vontade de socar a cara de um por um.
Mas por que eu estava sentindo isso? Eu conheci ela hoje.
- Oi Joana. - Cumprimento a senhora da cantina com um sorriso amigável.
- Oi Laura, oi moça bonita. - Diz ela cumprimentando eu e Eliza, que da um sorriso amigável de volta.
- Oi. - Responde Eliza com um sorriso timido.
- Sua namorada Laura? - Joana pergunta se referindo a Eliza, engasgo com minha própria saliva.
Namorada? Olho para Eliza que esta com o rosto vermelho.
- Não, ela não é minha namorada. Ainda! - Completo em pensamento.
- Que pena, formam um belo casal. - Diz Joana com um sorriso no rosto.
Eu também acho Joana.
Dou um sorriso com meu próprio pensamento. Saímos dali e fomos para a mesa que estava nossos amigos.
- Eai galera. - Digo me sentando, Eliza se senta ao meu lado.
- Até que enfim chegou. - Diz Sam me encarando.
- Essa é Eliza. Eliza, esses são meus amigos, Sam, Nathan, Carlos, Bruna, Bianca, Jaque e meu irmão Luan. - Digo apresentando todos meus amigos para ela, ela sorriu timidamente para todos e abaixou a cabeça.
- Relaxa eles não mordem, só eu, é só pedir. - Sussurro no ouvido da Eliza e percebo ela arrepiar.
- Nossa, ajudou muito. - Ela sussurra de novo para mim, dou um sorriso e olho para ela.
- Onde esteve o tempo todo? - Luan pergunta me olhando com curiosidade.
- Estava mostrando o Colégio para a Eliza. - Digo e pego uma das minhas batatas e coloco na boca.
- Foi só isso mesmo? - Pergunta Sam.
- Não, a gente estava se agarrando na sala da diretora. - Digo e reviro os olhos.- Claro que foi só isso, pergunta para Eliza.
Digo e olho para a morena ao meu lado, ela estava vermelha de vergonha pelo que eu falei. Eu gosto de provocar ela, ela fica ainda mais perfeita com as bochechas coradas.
- Ela só estava mostrando o Colégio para mim. - Eliza diz timidamente, sorrio para ela e Sam revira os olhos.
Ficamos ali conversando sobre vários assuntos. Eliza estava começando a se soltar, mas ficou totalmente estranha quando chegou uma mensagem no celular dela.
- Vamos para o quarto? Eu estou com sono. - Ela sussurra só para mim escutar, dou um sorriso e concordo com a cabeça.
- Galera eu vou ir dormi, beijão até amanhã. - Digo saindo da mesa, todos me olham fazendo beicinho tentando me convencer.
Reviro os olhos e saio dali antes que caio na chantagem emocional deles. Eliza caminha ao meu lado sem falar nada, ela esta muito calada e sinto que isso não é bom.
Assim que entramos no quarto ela se joga na cama e agarra o travesseiro. Me sentei no chão perto dela e fiquei afagando os seus cabelos, ela chorava baixinho.
Eu estava com medo de perguntar o que aconteceu, fiquei ali alisando seus cabelos até ela dormi. Assim que ela dormiu, entrei no banheiro para tomar banho e ir dormi também.
Não demorei muito no banheiro e logo já estava de banho tomado e vestida. Cobri Eliza com o cobertor que eu tinha trago na semana passada.
Logo depois deitei e fiquei mexendo no celular, Pietra chegou e logo foi tomar banho para dormi. Ela saiu do banheiro e eu estava sentada na cama lendo um livro.
Pietra se trocou e deitou na minha cama comigo, ter uma melhor amiga folgada é outro nível. Ela dormiu do meu lado e logo depois eu também dormi, ainda bem que a minha cama cabe nós duas e eu não vou acordar amanhã com dores no corpo.
CAPÍTULO 3
[Terça-feira]
Acordo cedo com Pietra sentada em cima de mim, resmungo antes de abrir os olhos.
Ela já estava arrumada, olha para o lado e Eliza já não estava mais na cama.
- Se estiver procurando a sua morena, ela levantou cedo, se arrumou e foi para a sala. - Diz Pietra saindo de cima de mim
- Estranho, ela disse que ia com a gente para sala hoje. - Digo indo até o banheiro fazer minha higiene e trocar de roupa.
- Ela não gostou nada de me ver dormindo contigo. - Pietra fala encostada na porta do banheiro.
Mas porque ela não gostou? Eu e Pietra somos amigas desde sempre. Talvez seja só paranóia da Pietra.
Eliza estava estranha desde ontem à noite, talvez fosse só isso mesmo, vou falar com ela e tentar saber o que aconteceu.
Termino de me arrumar e vou pra sala, Pietra foi antes de mim, como acordei atrasada, ela foi comprar alguma coisa para eu comer.
Chego na sala e olhe em volta Eliza não estava lá.
- Alguma de vocês viu a Eliza? - Pergunto para a Jaque, Bruna e Bianca.
- Ela estava aqui na sala mas veio um garoto que chamou ela. - Jaque responde com um sorriso amigável no rosto.
Me sento no meu lugar fico esperando a Pietra voltar. Logo aparece com pacote de salgadinhos uma mão e uma latinha de Coca-Cola na outra mão.
Ela me entrega e senta ao meu lado. Não demora muito e professor de física entra na sala e começa a passar a matéria. A aula passou rápido e nada de Eliza aparecer.
Segunda aula começou e a professora de história entra na sala. Ela começou a explicar alguma coisa que não estava prestando a mínima atenção, porque estava pensando em onde Eliza podia estar.
Sai do meu pequeno transe quando alguém bateu na porta da sala, entra por ela uma Eliza de cabeça baixa, olhos vermelhos e inchados.
Ela estava chorando? O que será que aconteceu? Ela pediu desculpa pelo atraso e foi para o fundo da sala, minha vontade era ir lá e abraçar ela e fazer ela ficar bem.
Eu não entendo, conheci ela ontem e já me sinto tão ligada a ela. Eu não prestei atenção nem um minuto na aula, estava preocupada demais com a Eliza.
Assim que acaba a segunda aula, Eliza sai da sala numa velocidade inacreditável, saio logo atrás dela e tenho que correr para conseguir alcançar ela. - Eliza, espera.
Grito fazendo ela parar, mas ainda estava de costas para mim, recupero o fôlego antes de ir em direção dela. Ouço soluços baixos, ela estava chorando de novo?
- O que você quer Laura? - Ela fala secando as lágrimas que teimam em rolar.
- Quero saber o que você tem. - Ontem a noite você dormiu chorando, hoje de manhã nem me esperou para ir pra sala e agora está chorando outra vez.
Digo de uma vez, ela funga e seca os cantos dos olhos com as costas da mão.
- Sua namorada não vai gostar de você perto de mim. - Ela diz e se vira pra sair dali.
Namorada? Do que ela está falando? Será que é por causa da Pietra? Ela tá com ciúmes?
Tantas perguntas sem nenhuma resposta. Balanço a cabeça e vou atrás dela, seguro no seu pulso impedindo ela de continuar andando, ela solta o ar dos pulmões e me olha com desgosto.
- Eu não tenho namorada Eliza. - Digo olhando nos olhos dela que voltam a ficar marejados de novo.
- Certeza? Então vai negar que dormiu agarrada com a Pietra essa noite? - Ela fala cruzando os braços esperando a minha resposta.
Olho para ela analiso o que ela acabou de dizer. Céus ela está com ciúmes?! Serio isso?! Não aguento segurar a risada, ela me olha me fuzilando com os seus belos olhos cor de mel.
- A Pietra é a minha melhor amiga desde que nascemos, não tem nada entre eu e ela. - Digo olhando nos olhos dela que agora estavam ainda mais marejados.
- Eu não acredito em você Laura. - Ela diz e seca uma lágrima teimosa que teimava em escorrer.
- Por que? - Pergunto confusa, ela tira um papel do bolso e coloca na minha mão. Olho pro papel na minha mão, não estava entendendo nada.
- O que significa isso? - Pergunto olhando para uma mensagem que estava escrita no papel que ela me deu.
Era uma caligrafia estranha, eu nunca tinha visto na minha vida. Olho para o papel e para Eliza seguidas vezes tentando entender o que estava acontecendo.
No bilhete estava escrito "Sai de perto da minha garota ou vai se arrepender, a Laura é minha e acho bom você entender isso. Ass: Namorada dela"
Li e reli aquele bilhete varias vezes e não sabia se sentia raiva de mim, da garota que escreveu isso ou se tentava me explicar pra Eliza.
- Ontem você ficou fazendo carinho em mim enquanto eu chorava, acordei cedo com um sorriso no rosto, ia te agradecer por ter me ajudado sem fazer muita coisa, mas quando olhei para sua cama, você dormia totalmente agarrada com a Pietra, me arrumei e sai rapidamente do quarto, estava na sala quando um garoto me chamou e disse que sua "namorada" mandou me entregar esse papel.
Ela diz secando as lágrimas que molhava seu rosto, eu não consigo acreditar que alguém fez aquilo. Argh! Que odio!
- Quem foi o garoto que te entregou isso? - Pergunto olhando nos seus olhos.
- Eu não sei, eu não reparei no rosto dele, ele só me entregou e depois saiu. - Diz ela passando a mão no rosto.
Ela estava tão frágil e eu sinto que preciso cuidar dela.
- Vem, vamos lavar o rosto vou te provar que não tenho nenhuma namorada e que é Pietra só minha amiga e que não foi ela que fez esse brilhante i****a. - Digo acariciando seu rosto, ela dá um sorriso fraco e segura minha mão.
Eu não sei porquê, mas eu me senti segura segurando sua mão, vamos até o banheiro e ela lava o rosto.
- Aula já começou e certamente o professor não vai deixar nós duas entrar na sala. - Digo e solto uma risada nasal, Eliza se aproxima de mim e me abraça, passei meus braços por sua cintura apertando seu corpo contra o meu.
- Eu não sei porque, mas você me faz bem. - Ela disse e coloca o rosto na volta do meu pescoço e deposita um beijo ali.
Meu corpo se arrepia e ela percebe e dá um sorriso contra minha pele.
- Vem, vamos para algum lugar onde a diretora não veja a gente ou estamos ferradas. -Digo fazendo ela rir do meu tom de voz.
- Podemos ir lá naquela árvore que você me mostrou ontem.
Diz ela com sorriso tímido no rosto, passo a ponta dos dedos no seu rosto e vejo ela fecha-los para sentir meu carinho, dou um sorriso fraco e passo as mãos pela sua cintura e abraço-a de lado, ela me olha e sorri, vamos caminhando assim até a árvore que fomos ontem.
Sento no gramado e encosto a cabeça no tronco da árvore, ela se senta ao meu lado e coloca a cabeça no meu ombro, sorrio involuntariamente.
Ficamos ali por alguns longos minutos, o silêncio não estava desagradável, ela puxou minha mão e entrelaçou nossos dedos e deu um sorriso. Seguro seu queixo e aproxima o seu rosto do meu, Eliza fecha os olhos e nossos lábios se tocam.
Fecho os olhos pra sentir o toque suave, ela segura minha nuca e pressiona seus lábios contra os meus, nosso beijo começou lento, ela pediu passagem com a língua e a cedi, nossas línguas dançavam em sintonia.
Paramos o beijo por falta de ar, separamos nossos lábios com selinhos, nossas testas ainda estavam coladas e nossa respiração ofegante.
- Nossa ... - Sussurro e ela dá um sorriso.
Ah meu Deus que sorriso lindo eu faria de tudo para ver aquele sorriso todos os dias da minha vida.
- Acho que ainda não senti o gosto dos seus lábios. - Ela diz com sorriso sapeca no rosto entendo perfeitamente que ela quer.
- Então prova.
Ela sorri e sobe no meu colo entrelaçando seus dedos nos cabelos da minha nuca e eu passo meus braços pela sua cintura, puxo-a colando seu corpo no meu, ela me puxa colando ainda mais seus lábios nos meus e iniciando um novo beijo, agora mais feroz que o outro.
Só nos separamos de novo pela falta de ar, ficamos ali nos beijando até o seu celular vibrar. Ela separa seus lábios do meu e pega seu celular, depois que eu li a mensagem que chegou no seu celular ela mudou de novo.
Ela tentou disfarçar que estava bem mas eu sei que tem alguma coisa de errado.
- Liz? - Chamo ela fazendo-a olhar para mim.
- Oi?
- O que você tem?
- Nada, não é nada tá tudo bem - Ela diz com sorriso falso no rosto mas ela mente tão m*l.
- Então porque ficou tão estranha depois que leu a mensagem que chegou para você? - Pergunta ficando de frente para ela.
- Você não vai entender, não é nada muito grave.- Diz ela tentando se convencer que aquilo era verdade.
- Me diz, eu quero te ajudar. Digo passando os dedos no seu rosto. - Desculpa eu não posso, eu preciso ir.
Ela me dá um selinho rápido e sai dali correndo. Fico ali parada tentando entender o que acabou de acontecer.
A gente se beija ela, ela estava tão fofa e carinhosa mas logo depois de uma mensagem ela muda completamente.
E eu gosto de estar com ela, não sei como mas gosto. Ficou de mais alguns minutos e depois mando mensagem para Pietra.
"Hey, preciso conversar..."
Cadê você?
"Estou embaixo da nossa árvore, vem cá."
Já estou indo.
Não demorou muito e Pietra chega e se senta ao meu lado.
- O que houve? - Ela pergunta notando que eu estava totalmente confusa.
- Eliza. - Digo olhando para ela que agora estava um tanto confusa.
- O que tem ela? - Ela pergunta com a sobrancelha arqueada.
- Ela é totalmente confusa, a gente se beijou e depois de uma mensagem ela mudou completamente e disse que precisava ir.
Encosto minha cabeça na árvore, lembrando o que aconteceu alguns minutos atrás.
- Vocês o que? - Pietra me olha totalmente incrédula.
- Eu e ela nos beijamos. - Digo com um sorriso no canto do lábio.
Contei tudo que aconteceu desde ontem à hora que ela foi embora e me deixou lá embaixo da árvore sem nenhuma reação. Pietra ouviu tudo atentamente e não me interrompeu nenhuma vez.
- Sinceramente ela é complicada demais mas relaxa, deve ser só problema com a família. - Disse Pietra enquanto me fazia cafuné.
- Mas ela me disse que a família dela estava totalmente tranquila e que não tinha nenhuma briga meses. - Digo me levantando do seu colo.
- Dá um tempo para ela, ela deve estar insegura de falar para alguém, talvez amanhã ela te conte. - Pietra diz com sorriso no rosto.
Só ela mesmo para fazer eu resolver todos os meus problemas. Pietra me puxa para um abraço, coloco o meu rosto na curva do seu pescoço dou uma leve de mordida.
- m***a, doeu. - Ela diz me dando um t**a nas costas, dou uma risada e ela também larga a pose de durona e dá um sorriso.
- Vamos pro dormitório nossos amigos devem estar preocupado com nós duas. - Digo tirando o rosto do seu pescoço, ela concorda com a cabeça e se levanta me ajudando a levantar depois.
Vamos conversando e rindo até o dormitório, assim que abri a porta vejo Eliza chorando agarrada no seu travesseiro, meu sorriso sumiu na hora que vi ela daquele jeito.
Pietra mandou eu ir tomar banho que ela ia tentar falar com a Eliza.
Concordo com a cabeça e vou para o banheiro preciso de um bom banho para relaxar e esquecer um pouco sobre tudo o que aconteceu hoje. Saio enrolada na toalha e não tem ninguém no quarto certamente Pietra conseguiu fazer ela parar de chorar.
Solto um sorriso e vou me vestir, quando termino de vestir minha camiseta do Metallica, elas entra no quarto de cabeça baixa pelo menos Eliza não estava mais chorando.
- Posso conversar com você? - Ela pergunta sentada na ponta da sua cama.
- Pode. - Digo me ajeitando na cama ficando de frente para ela.
- Me desculpa por ontem e por mais cedo. - Ela disse coçando a nuca e mordendo lábio inferior com força.
- Tudo bem, eu só queria ajudar. - Digo com um sorriso tímido no rosto.
- Você ainda quer me ajudar? - Ela pergunta me olhando com sorriso no canto da boca.
- Claro. - respondo olhando para ela, ela morde o lábio inferior e coloca a mão no meu rosto.
- Então me beija.
Ela sussurra e me puxa contra ela, fecho os olhos e sintoma de seus lábios tocando o meu. Eliza sobe no meu colo e me deitar na sua cama subindo por cima de mim, ela chupou minha língua com delicadeza e deu uma leve mordida na ponta da mesma, nossas línguas dançavam nas nossas bocas em sintonia completa, sugo seu lábio inferior com delicadeza, ela arfa durante o beijo.
Fomos interrompidas pela porta.
- Ops, vejo que vocês já se resolveram. - Pietra diz assim que abre um porta do quarto e logo depois fechando-a.