Branca Liam
Meus pulmões ardiam de dando eu tossir, meu coração estava acelerado. Os braços me puxam para terra firme, fecho meus olhos e tento controla minha respiração, passo a mão pela minha testa.
- pérola, quero que vá para seu quarto e fique lá, está de castigo!- escuto uma voz grossa.
- mais Eu..!- escuto a voz de pérola tentando se defender.
- eu disse agora!- fala o homem em um tom mais autoritário.
Sinto os passos de pérola se afastando, ia abrir meus olhos mais uma não cobre eles.
- permaneça com eles fechados!- fala a voz.
- por que?- pergunto curiosa.
- pela minha reputação, sabe que ninguém conhece meu rosto! A não ser minha irmã e o Matheus!- fala.
Então percebo quem era o meu salvador, chega a ser cômico. Um homem que tem a fama de m***r sem escrúpulos, ajudando uma garota que estava prestes a se afogar.
Sempre ouve boatos que o supremo alfa da alcatéia lua nova era um sangue frio, chegava a sentir prazer em ver as pessoas morrerem. Acabo soltando uma leve risada.
- qual a graça?- perguntou tirando a mão dos meus olhos. Não me atrevo a abri-los, mesmo com a curiosidade me corroendo.
Mordo meus lábios e dou um sorriso.
- pensei que você fosse mais... violento!- confesso achando graça.
- não abuse de minha bondade, eu posso ter bem violento!- fala ele.
Paro de rir na mesma hora e engulo um seco.
- estou brincando, senhorita liam! Isso é o que falam de mim por ai? Então estou com a minha reputação boa!- fala ele.
- por que não posso ve-lo?- pergunto.
- eu sou lindo demais, não iria resistir!- fala ele.
- qual lê!- falo.
Escuto uma leve risada vindo dele. Ficamos em silêncio por um tempo, mais eu ainda esperava uma resposta a minha pergunta.
- eu sou um lobo fenix!- fala ele.
Isso explica tudo. Existiam muitos tipos de lobos, o lobo fenix sofreu uma grande maldição.
- eu ouvi sobre essa história. Uma deusa se apaixonou por um lobo fenix, encantado pelos seus belos e alaranjados olhos, mais o lobo tinha seu coração a outra mulher! Com raiva, a deusa lançou uma maldição a todos os lobos fenix, que se olhasse para alguma mulher, seu olhar séria a causa da morte de sua amada! Os originais com medo do olhar dos fenix, decidiu dizimar todos, até seus primogênitos. Achei que tivesse extinto!- falo.
- e está extinto. Fui único que sobreviveu!- fala ele.
Me viro para o lado aposto de onde ele estava, abro meus olhos e fico olhando para a mata. Me ajeito, sentando e abraçando meus joelhos.
- você é uma ômega, não é?- perguntou ele.
Aceno com a cabeça.
- nunca tive minha transformação ou algum indício de magia!- falo deitando minha cabeça em meus joelhos.
- aqui os ômegas são tratados com p******o! Pode ficar conosco se você quiser!- fala ele.
- de qualquer forma, aqui é melhor que qualquer lugar!- falo baixo, mais para mim mesma do que pra ele.
Escuto um farafar de roupas atrás de mim, então algo passa pelos meus olhos e é amarrado atrás da minha cabeça, formando uma camada protetiva para não olha-lo. Seu cheiro estava forte, um cheiro forte e doce, ms embreagava.
Rafael me ajuda a me levantar do chão, coloca a mão nas minhas costas, me guiando pela floresta.
- ah uma maneira?- pergunto.
- do que?- perguntou ele.
- de reverter essa maldição!- falo.
Rafael cola seu corpo no meu, meu coração acelera na mesma hora. Seu corpo era quente, ele era bem mais quente do que todos os lobos que já se aproximaram de mim, ele me ergue no ar e me coloca no chão, provavelmente para passar por algum buraco.
- nunca cheguei a pesquisar, mais segundo a história, Parece que sim!- fala ele.
- nunca quis ir atrás? Poder ver as pessoas, sem elas terem medo de te olhar, se apaixonar!- falo.
Escuto o som de uma risada vindo se sua direção. O som das pessoas dá alcatéia estavam se aproximando.
- o amor não existe, branca! É só uma dessas historinhas para fazerem garotinhas indefesas fantasiarem algo que está além da capacidade humana de sentir!- fala ele.
- não somos humanos!- falo.
Escuto um suspiro.
- além da capacidade de toda criatura que existe! Isso é apenas uma coisa pra boi dormir!- fala ele.
Escuto uma pessoa falando que o chefe estava chegando, por baixo do lenço, vejo os pés das pessoas se distanciando e portas se fechando.
- você gosta disso? De ser temido? De calçar medo em pessoas que deveriam confiar em você?- pergunto.
- é melhor elas terem medo, do que olharem meus olhos!- fala.
Uma porta se abre e entramos na casa.
- são alaranjados como dizem as histórias?- pergunto.
Mais uma porta se abre, entra e logo percebo que estamos no quarto que estou usando.
- castanhos alaranjados!- fala ele.
Seus passos se afastam e a porta se fecha, indicando que Rafael avia saindo do quarto. Tiro o pano do rosto, percebo que era a camisa, provavelmente dele, por isso seu cheiro estava tão forte.
Mordo meus lábios, estava toda molhada, pego uma toalha que tinha ali e vou para o banheiro tomar um banho.
Levo meus cabelos, ergo o rosto pra cima e deixo a água cair sobre meu corpo. Tomo um susto ao escutar a porta do quarto se abrir, desligo o chuveiro, me enrolo na toalha e vou para perto da porta do banheiro.
- quem tá ai?- pergunto.
Aos alguns segundos, saio e não vejo ninguém. Ando até a cama e vejo uma blusa branca e uma calça leguee preta, junto com um bilhete.
" espero que sirva.. R"
Dou um sorriso, pego as roupas e volto para o banheiro.
Talvez Rafael não seja tão grosseiro e bravo como falam, ele pode ser legal e aparentemente se preocupa com as pessoas o olharem. Nunca imaginei que poderia existia ainda lobos fenix, achei que sua raça foi dizimada.
Solto um suspiro, penteio meus cabelos, coloco a roupa que serviu perfeitamente e fiquei no quarto.
Nunca julgue um livro pela capa, mais e pelo primeiro jeito ? Podemos julgar?