O sol da Toscana castigava as paredes de pedra da nossa casa litorânea, transformando o ar em uma massa densa e quente. Caleb estava de pé na varanda, o celular pressionado contra o ouvido, gesticulando com a agressividade de quem comanda um exército à distância. Ele falava em italiano, as palavras saindo rápidas, ásperas, dando ordens sobre um carregamento de munição que deveria cruzar a fronteira em poucas horas. Eu o observava da sombra da sala, encostada no batente da porta, incapaz de desviar o olhar. Ele estava sem camisa e descalço, a pele bronzeada brilhando com uma camada fina de suor que escorria pelo vale dos seus músculos peitorais e desaparecia no cós da calça. As tatuagens em suas costas e braços pareciam ganhar vida sob a luz forte, símbolos de uma vida de violência q

