Capítulo 59: O Resíduo da Verdade

1547 Words

​O vento das docas de Londres trazia um cheiro insuportável de óleo diesel, peixe podre e morte. A área estava isolada por fitas amarelas que chicoteavam violentamente sob o céu cinzento, enquanto as luzes azuis das viaturas refletiam nas poças de água suja. O corpo de Thomas já estava sendo colocado no saco preto, um movimento final e frio que parecia encerrar qualquer esperança de justiça. ​Eu observava Miller. Ele não era mais o inspetor controlado de dias atrás; ele era uma granada sem pino. Ele andava de um lado para o outro, os punhos cerrados e o rosto vermelho de uma fúria que ameaçava transbordar. De repente, ele desferiu um chute violento em uma pedra de calçamento solta, mandando-a direto para as águas turvas do canal. ​— c*****o! — o grito de Miller ecoou pelo galpão vazi

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