MAYA O som do metal sendo estraçalhado acima de mim foi o único aviso. Uma silhueta massiva despencou do duto de ventilação, atingindo o chão de cimento com um baque surdo e pesado que fez o solo vibrar. Na escuridão da cela, ele parecia um demônio forjado em polímero n***o e sombras. Meu corpo ainda ardia pelo toque de Dom, minha mente estilhaçada pelo trauma recente. O pânico, cego e visceral, assumiu o controle. — Afaste-se de mim! — gritei, lançando-me à frente com o que restava das minhas forças. Avancei contra o invasor, tentando atingir qualquer parte exposta, minhas unhas buscando carne, meus dentes cerrados em um rosnado de puro desespero. Eu esperava um guarda de Dom, esperava a morte. Mas o que encontrei foi uma parede de pedra viva. O homem não recuou. Com um movimento acen

