Bin narrando Eu sempre entrei na casa do Grego como se fosse minha. Sem bater, sem pedir licença, sem precisar ser anunciado. Mas, dessa vez, mesmo com o costume, foi diferente. Porque a cena que eu vi quando botei o pé dentro da sala me parou. Isabela tava sentada no chão, cercada de cadernos, computador. Era uma bagunça organizada, viva, pulsante, cheia de propósito. E no meio daquilo tudo… ela. De coque alto, sem maquiagem, com a roupa amassada, mas com um brilho nos olhos que eu nunca tinha visto nela antes. Um brilho que dizia: isso aqui é meu. E, por mais que aquela visão tivesse me enchido de orgulho, nada superou o balde de água fria que ela jogou em mim com as palavras. Eu entendo o lado dela. De verdade. Ela tá começando a vida dela agora, tá reestruturando tudo, buscando p

