Mauricio narrando Quando eu assumi essa favela aqui, não foi por caridade, não foi porque alguém me entregou, nem porque me acharam merecedor. Foi no sangue. No suor. No ódio. Derrubei muita gente pra estar onde eu tô. E não tô falando de pouca coisa, não. Tô falando de vagabundo graúdo, que achava que mandava, que achava que era o dono do morro, da quebrada, da p***a toda. Eu fui passando por cima, fui arrancando um por um da frente, e hoje eu sou o que sou porque nunca hesitei. Nunca tremi. Nunca tive dó de ninguém. Por isso, eu não aceito, de forma alguma, que venham querer tomar o que é meu. Eu não construí esse império pra ver moleque querendo me testar. Eu levo essa p***a aqui a ferro e fogo. E quem quiser vir pra cima, que venha com disposição pra morrer. Porque eu não perdoo. Eu

