Grego narrando — Acabou pra tu, Michelle. — minha voz saiu seca, grave, impregnada de tudo que eu vinha engolindo nos últimos dias. — Acabou tua graça. Acabou teu tempo. Agora tu vai morrer, sua filha da p**a. — cuspi cada palavra com gosto, olhando no fundo daqueles olhos que já não tinham mais brilho, só a arrogância m*l disfarçada de quem achava que controlava tudo. — Tu não quis fazer gracinha? Não quis ser a braba? Tu achou que ia me dar volta? Que ia botar fogo no sonho da minha filha e sair por cima? Não esperei resposta. Não dei espaço. Agarrei ela pelo pescoço, a mão firme, os dedos cravando como garra. Arranquei com ela travada no meu braço, o corpo dela se debatendo, tentando me arranhar, me empurrar, estapeando qualquer parte que alcançasse, mas eu não largava. Não sentia.

