Diana narrando Depois da inauguração da loja da Isa, a gente voltou pra casa com o coração leve e a cabeça cheia de orgulho. O evento foi um sucesso. A favela parou pra ver. A Isa tava radiante, e ver ela tão feliz com o próprio negócio me encheu de uma alegria que nem dá pra explicar. Eu sabia o quanto ela sonhou com aquilo, o quanto correu, batalhou, e ver tudo tomando forma daquele jeito só me fez agradecer por estar ali, tão perto, tão dentro da vida dela. Mas assim que a gente pisou em casa, confesso: minha mente já tava em outro lugar. Ou melhor, em outra coisa — pizza. Eu tava faminta, com desejo de uma daquelas pizzas bem gordurosas, com borda recheada e catupiry escorrendo. Tirei o salto, joguei a bolsa num canto do sofá e me joguei do lado do Grego, que tava ali já arrancando a

