Diana narrando Quem disse que eu consegui dormir? Ele apagou ali do meu lado, com o corpo colado na minha cintura, os dedos ainda entrelaçados nos meus, como se mesmo no sono ele não conseguisse me soltar. Estava exausto, completamente drenado. Dava pra ver nos olhos dele, nas olheiras profundas, no silêncio pesado que carregava no peito. O celular dele não parava. Nem o principal, nem os outros. Era notificação atrás de notificação. Mensagem. Ligação. Tudo, não parava. Mas ele, ali, dormia. Respirando pesado. A boca entreaberta, os músculos finalmente soltos, como se seu corpo tivesse pedido arrego depois de dias lutando sem parar. Eu me mantive imóvel por um tempo, observando ele, tentando absorver aquela calmaria temporária, tentando encontrar nela um pouco de paz também. Mas não

