Diana narrando Que desespero. Que desespero, meu Deus do céu, quando eu vi a loja pegando fogo. Quando as chamas começaram a consumir a fachada, quando a fumaça preta subiu espessa no céu da favela, sufocando o ar, o som e o tempo. Eu paralisei. Um gelo correu pela espinha enquanto meu coração martelava no peito, e os gritos ecoavam pelas vielas. O povo corria, os vapores tentavam conter o incêndio, mas ali… bem ali, eu só conseguia pensar em uma coisa: a Isa. E no quanto aquilo ia destroçar ela. Eu conheço a Isabela como ninguém. Eu vi o brilho nos olhos dela na inauguração, vi a entrega, o amor, o sonho. E agora… ver tudo aquilo sendo destruído assim, queimado de forma covarde, criminosa, c***l… não tem explicação. E o pior, o mais absurdo, o mais revoltante de tudo, é saber quem fo

