Helena despertou na tarde de sábado, sentindo um peso incomum sobre seu esterno. Ao abrir os olhos, o quarto ainda estava mergulhado na penumbra, as cortinas pesadas impediam que a luz natural entrasse. O ar ali dentro cheirava a ele: cedro, suor seco e a nota metálica de algo que ela não conseguia definir, mas que reconhecia como sendo puramente Nikola. Ele não estava deitado ao lado dela, ele estava atravessado. Um braço pesado e imenso estendido sobre seu tronco, prendendo-a contra o colchão como se ela fosse o único âncora em um mar revolto. Ela moveu o braço, sentindo a pele dele sob a ponta dos dedos. A musculatura do peitoral de Nikola, vasta e sólida como mármore, subia e descia em um ritmo lento e profundo. Ele ainda dormia. A respiração dele vibrava contra a clavícula dela, um

