Helena cruzava o asfalto úmido do CT do AS Milano com passos rápidos, o som do solado de seus mocassins estalando contra o chão como um metrônomo que marcava o fim de um dia exaustivo. Tudo o que ela queria era o silêncio do seu apartamento, um banho quente e distância total de qualquer pessoa que medisse mais de um metro e noventa e atendesse pelo nome de Nikola. Ela já estava com a chave na mão, pronta para destravar o Audi, quando uma sombra se projetou sobre a lataria prateada. — Indo a algum lugar, Lilla? — a voz rouca, carregada daquela autoconfiança irritante, veio da lateral. — Para casa, Nikola. Um conceito que você deveria abraçar, já que seu joelho precisa de repouso e não de ficar servindo de baliza no estacionamento. — ela respondeu sem parar, tentando contorná-lo. — Engra

