Gloria emergiu do banheiro ainda envolta na nuvem de calor e i********e que compartilhara com Edgar, mas a atmosfera mudou drasticamente quando ela o encontrou no armário, suas mãos trêmulas vasculhando freneticamente pelas prateleiras agora despidas das roupas de Ravena. Antes que pudesse compreender a situação, Edgar, consumido por uma tempestade de emoções conflitantes, se virou abruptamente, seu rosto uma máscara de dor e fúria. Agarrando-a pelo pescoço, a voz de Edgar era um rosnado rouco, quase inumano, impulsionado pelo desespero e pela perda. “Onde estão as coisas de Ravena? Pela deusa, juro que vou te matar se não me disser agora!” A ameaça era visceral, carregada de um luto não resolvido que o tornava irreconhecível para Gloria. Tremendo sob o aperto de Edgar, Gloria conseguiu

