Na calada da noite, a floresta sob a lua cheia guardava segredos e sussurros entre suas árvores centenárias. Gloria, transformada em sua forma lupina de pelagem cinza, jazia ao lado de um lago tranquilo, seu olhar perdido nas profundezas prateadas do céu. O uivo que ela soltara era carregado de uma angústia profunda, uma lamentação que se espalhava pela noite, tocando o coração da floresta com sua melodia dolorosa. O lago refletia a luz da lua, criando um cenário quase etéreo, onde a água parecia uma extensão do céu. Gloria estava imersa em seus pensamentos, cada uivo uma liberação de sua dor e solidão. As estrelas acima brilhavam com intensidade, testemunhas silenciosas de sua angústia. Enquanto isso, Edgar, ainda em casa, foi arrebatado pelo som penetrante do uivo de Gloria. A urgência

