Magrin narrando Meu vulgo é Magrin. Não porque eu seja fraco, é genética e falta de paz mesmo. Quem me conhece sabe: eu falo pouco, mas quando falo já pensei dez vezes antes. E naquela noite, depois da conversa com o Pantera, minha cabeça não desligou mais. O morro tava calmo demais. Calmo de mentira. Tipo sorriso de cobrador quando tu tá sem grana. Eu desci pra dar o giro, só no feeling. Aqui eu conheço cada sombra. Quando uma muda de lugar, eu sinto. O papo do Ciro não me desceu desde o começo. Esses mano que vem com palavra bonita e ameaça embrulhada em papel de presente sempre querem te botar pra trabalhar pra eles achando que é upgrade. Sociedade… sei. Já vi muito sócio, virar escudo humano. Passei pelo Beco da Caixa d’Água, cumprimentei os menor do rádio. Tudo nos trinco. Olho aten

