Fernanda narrando Eu ainda sentia o couro da cabeça ardendo. A mão dele tinha força pra arrancar alma, não só cabelo. E, mesmo assim… o que mais doía não era a dor física. Era a humilhação. Eu, Fernanda, a mais desejada da rua de cima, a menina que sempre teve homem atrás, a que todo mundo respeitava porque era próxima do Pantera… Hoje eu fui tratada igual lixo. E por causa de quem? Ayla. A novinha sonsa, estudante metida a certinha, que finge que tem moral mas se deita nos braços dele como se fosse dona do morro. Eu cuspi no chão, ainda ajoelhada. Minhas amigas me ajudaram a levantar, mas eu estava tremendo de raiva, não de medo. — Ele quase te quebrou toda, Fê — disse Carol, com os olhos arregalados. — Melhor tu sossegar. Pantera não tá pra brincadeira. Olhei pra ela como se tiv

