Pantera narrando Quando eu decido fazer algo, eu não grito. Eu faço. Desci o morro com a cabeça fria e o peito fervendo. Fernanda achou que tava jogando xadrez comigo… Mas esqueceu um detalhe básico: Eu mando no tabuleiro. Magrin já tinha deixado o caminho limpo. Quando cheguei no barraco dela, nem bati. — Bora, Fernanda — falei baixo. Ela levantou da cama assustada, o rosto perdendo a cor. — Pantera… eu… eu posso explicar. Cheguei perto, segurei no cabelo dela com firmeza, sem brutalidade exagerada. Só o suficiente pra ela entender que acabou. — Tu já explicou demais. Arrastei ela pra fora. O morro inteiro começou a sentir que alguma coisa ia acontecer. Porta abrindo. Gente espiando pela fresta. Silêncio pesado. Levei ela até o meio da praça. Bem ali, onde todo mundo passa. Ond

