Pantera narrando Acordei no gás, botei a camisa, peguei a chave da moto e já dei aquela passada de mão no cabelo só pra fingir estilo, porque arrumar mesmo eu não arrumo nada. Desci as escada da laje cantarolando baixinho, ainda com aquele sorriso de quem sabe que a vida tá andando no eixo. Liguei a moto, deixei o motor roncar alto só pra avisar pro morro inteiro que o pai tá passando. Desci o beco cortando o vento, desviando de cachorro, moleque soltando pipa, tia varrendo porta… aquela rotina de sempre. Quando virei a esquina da boca, dei de cara com uma cena que quase me fez cair da moto. Magrin… O Magrin… Aquele que vive pagando de durão… Tava encostado no muro agarrando a Mari como se o mundo fosse acabar em cinco minutos. Mano, eles estavam num nível que até o cimento ficou com

