Ayla narrando Eu fiquei alguns segundos parada na porta do postinho, completamente sem ar, sem fala, sem lógica nenhuma funcionando na minha cabeça. Pantera simplesmente… me beijou. Na frente de todo mundo. E quando digo todo mundo, eu realmente quero dizer TODO MUNDO. Porque assim que eu abri os olhos, o morro inteiro parecia ter congelado num OHHHHH coletivo digno de plateia de programa de auditório. A dona Zuleica, que tava indo buscar remédio da pressão, quase derrubou a sacola no chão. Uns moleque que tão sempre correndo descalço pela rua começaram a rir e pular, gritando: — EITA! O PANTERA PEGOU A ENFERMEIRA! Eu queria evaporar ali na hora. Só que não acabou por aí. Quando entrei no postinho, o corredor inteiro virou um campo minado de olhares maliciosos, cotoveladas e risadinha

